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Presidente de Israel dá mais poderes a rival de Netanyahu

Gadi Eisenkot tem um prazo de 28 dias para fazer alianças e tentar conquistar maioria no parlamento

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Por André de Sena e com informações da Reuters
Presidente de Israel Isaac Herzog (à direita) escolheu candidato a primeiro-ministro Gadi Eisenkot (à direita) para tentar formar novo governo | Reprodução/Reuters

Presidente de Israel Isaac Herzog (à direita) escolheu candidato a primeiro-ministro Gadi Eisenkot (à direita) para tentar formar novo governo | Reprodução/Reuters

O presidente de Israel, Isaac Herzog, escolheu o candidato a primeiro-ministro Gadi Eisenkot (Yashar), principal rival de Benjamin Netanyahu (Likud) para tentar formar um novo governo.

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Assim que a nomeação de Eisenkot for formalizada, ele terá um prazo de 28 dias, que pode ser prorrogado por mais 14, para negociar o apoio necessário para formar uma maioria de pelo menos 61 das 120 cadeiras do Knesset, o parlamento insraelense.

Na eleição realizada em 27 de outubro, Eisenkot conquistou 48 cadeiras, 13 a menos do que o mínimo necessário para formar maioria. Netanyahu ficou com 53 cadeiras. Já os partidos árabes alcançaram 19 cadeiras, o melhor resultado do grupo em toda a história.

Eisenkot se recusou a unir forças com os árabes para obter maioria. Mesmo assim, esse grupo de partidos declarou apoio ao candidato do Yashar por considerar racistas as políticas de Netanyahu e seus aliados de extrema-direita.

Embora seja considerado mais moderado que Netanyahu, Eisenkot é contra a solução de dois estados para encerrar o conflito na Faixa de Gaza e a dar um fim à ocupação ilegal israelense na Cisjordânia. Antes de entrar na política, o líder do Yashar fez carreira militar, chegando a chefiar o Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel de 2015 a 2019.

Após o atentado do Hamas que deixou quase 1.200 pessoas mortas em sete de outubro de 2023, Eisenkot chegou a fazer parte do governo Netanyahu como ministro sem pasta e observador do Gabinete de Guerra. Ele abandonou as funções em junho de 2024, alegando que discordava da influência de interesses políticos nas decisões militares.

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