Peste: OMS não encontra indícios de mais infecções na Rússia
Morte suspeita de funcionária de um instituto de pesquisa localizado na Sibéria gerou temor de que mais pessoas se infectassem
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André de Sena, com informações da Reuters
Logo da OMS em Genebra | Denis Balibouse/Reuters
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (6) que as autoridades russas identificaram todas as pessoas que tiveram contato com a funcionária de um instituto de pesquisa sobre a peste que morreu após apresentar uma pneumonia de origem ainda não determinada. Segundo a agência, não há indícios de novos casos de infecção.
“Todos os contatos da paciente teriam sido identificados e estão sendo monitorados quanto à presença de sintomas da doença, e nenhum deles apresentou sintomas até o momento”, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.
Segundo ele, as autoridades russas, que ainda não responderam oficialmente a um pedido de informações da OMS, estão investigando se a peste pneumônica causou a morte da funcionária.
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A vítima foi identificada pela imprensa local como Darya Shipilova, de 28 anos, funcionária do Instituto de Pesquisa Anti-Peste da Sibéria e do Extremo Oriente de Irkutsk. Segundo o governador da região de Irkutsk, Igor Kobzev, ela morreu de “pneumonia de etiologia desconhecida”.
Nas redes sociais, circularam rumores de que a funcionária teria deixado cair um tubo de ensaio contendo bactérias vivas. O Instituto de Pesquisa Anti-Peste da Sibéria e do Extremo Oriente de Irkutsk desmentiu essas informações, alegando que não foram identificadas evidências de acidentes envolvendo o manuseio de agentes patogênicos.
Também nessa terça-feira (6), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que a Rússia deveria compartilhar mais informações sobre o caso.
“Acho que cabe à Rússia, obviamente, compartilhar mais informações com o mundo”, disse Rubio a repórteres na Islândia. “Estamos acompanhando a situação muito de perto, hora a hora”, acrescentou.
A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis, presente no organismo de pequenos mamíferos selvagens e pulgas em algumas regiões. A doença afeta os pulmões, podendo provocar tosse, evoluir rapidamente e causar a morte. Ela pode ser transmitida de pessoa para pessoa por partículas respiratórias.
Apesar de casos em humanos serem raros na Rússia, a doença é considerada endêmica em determinadas áreas da Sibéria. Em outras regiões do mundo, principalmente na África, ocorrem casos todos os anos.
Peste: OMS não encontra indícios de mais infecções na RússiaMorte suspeita de funcionária de um instituto de pesquisa localizado na Sibéria gerou temor de que mais pessoas se infectassemMundo2026-10-06T14:06:46.065ZA Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (6) que as autoridades russas identificaram todas as pessoas que tiveram contato com a funcionária de um instituto de pesquisa sobre a peste que morreu após apresentar uma pneumonia de origem ainda não determinada. Segundo a agência, não há indícios de novos casos de infecção. “Todos os contatos da paciente teriam sido identificados e estão sendo monitorados quanto à presença de sintomas da doença, e nenhum deles apresentou sintomas até o momento”, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier. Segundo ele, as autoridades russas, que ainda não responderam oficialmente a um pedido de informações da OMS, estão investigando se a peste pneumônica causou a morte da funcionária. A vítima foi identificada pela imprensa local como Darya Shipilova, de 28 anos, funcionária do Instituto de Pesquisa Anti-Peste da Sibéria e do Extremo Oriente de Irkutsk. Segundo o governador da região de Irkutsk, Igor Kobzev, ela morreu de “pneumonia de etiologia desconhecida”. e adotassem medidas de prevenção em Shelekhov, cidade onde fica o hospital no qual Darya ficou internada. Nas redes sociais, circularam rumores de que a funcionária teria deixado cair um tubo de ensaio contendo bactérias vivas. O Instituto de Pesquisa Anti-Peste da Sibéria e do Extremo Oriente de Irkutsk desmentiu essas informações, alegando que não foram identificadas evidências de acidentes envolvendo o manuseio de agentes patogênicos. EUA acompanham situação Também nessa terça-feira (6), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que a Rússia deveria compartilhar mais informações sobre o caso. “Acho que cabe à Rússia, obviamente, compartilhar mais informações com o mundo”, disse Rubio a repórteres na Islândia. “Estamos acompanhando a situação muito de perto, hora a hora”, acrescentou. A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis, presente no organismo de pequenos mamíferos selvagens e pulgas em algumas regiões. A doença afeta os pulmões, podendo provocar tosse, evoluir rapidamente e causar a morte. Ela pode ser transmitida de pessoa para pessoa por partículas respiratórias. Apesar de casos em humanos serem raros na Rússia, a doença é considerada endêmica em determinadas áreas da Sibéria. Em outras regiões do mundo, principalmente na África, ocorrem casos todos os anos. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/peste-oms-nao-encontra-indicios-de-mais-infeccoes-na-russia