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ONU denuncia mortes em Gaza próximas a centros de distribuição de ajuda humanitária

Relatório aponta que 875 pessoas morreram em áreas de entrega de alimentos em Gaza nas últimas seis semanas

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Flavia Travassos, Ivan Flávio, Leonardo Ferreira
16/07/2025, 01:33 • Atualizado em 16/07/2025, 01:33
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Correspondentes do SBT enviados à Israel visitaram, nesta terça-feira (15), um dos pontos de entrada de suprimentos para os palestinos. Cada caixa de ajuda humanitária é rigorosamente inspecionada antes de entrar no território palestino. Esse processo ocorre em Kerem Shalom, uma área que faz fronteira entre Israel, Egito e a Faixa de Gaza.

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No pátio do local, há centenas de cestas básicas, contendo itens como lentilhas, grão-de-bico, macarrão e farinha. Segundo o Exército israelense, cada caixa tem capacidade para alimentar até cinco pessoas por cinco dias.

A entrada de ajuda humanitária é realizada pelos Estados Unidos e por Israel. A comunidade internacional denuncia a falta de entrega ou diz que os alimentos que chegam não são suficientes para manter os palestinos vivos. Israel nega.

Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que 875 pessoas já morreram nas proximidades de centros de distribuição de comida em Gaza nas últimas semanas.

Atualmente, a distribuição dos suprimentos é feita em quatro centros espalhados por Gaza. De acordo com Israel, essa estratégia tem como objetivo evitar que o grupo Hamas saqueie os caminhões e utilize a ajuda humanitária para controlar a população local.

No entanto, a ONU discorda da estratégia israelense, denunciando mortes nas áreas próximas às zonas de entrega nas últimas seis semanas.

Israel, por sua vez, acusa a ONU de espalhar desinformação. O porta-voz do Exército de Israel, Roni Kaplan, afirmou que "a ONU está mais preocupada em espalhar mentiras do que em ajudar".

Essas denúncias representam mais um desafio para o já fragilizado governo de Benjamin Netanyahu. Recentemente, o primeiro-ministro perdeu o apoio do partido ultra ortodoxo 'Judaísmo Unido da Torá', que se retirou da coalizão por discordar do alistamento obrigatório de jovens religiosos pelo exército.

Desta forma, Netanyahu se vê cada vez mais dependente de partidos considerados radicais, que se opõem a qualquer concessão para uma possível trégua com o Hamas.

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