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ONU chama assassinato de jornalistas por Israel de "grave violação" do direito internacional

Exército do país anunciou a morte do jornalista Anas Al Sharif, da Al Jazeera; autoridades do país acusam Al Sharif de chefiar uma célula terrorista do Hamas

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Local onde aconteceu bombardeio que matou jornalistas | Embrahim Hajjaj/Reuters
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O escritório de direitos humanos da ONU condenou nesta segunda-feira (11) o assassinato de seis jornalistas palestinos em Gaza, dizendo que as ações dos militares de Israel representaram uma "grave violação do direito internacional humanitário".

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A publicação na plataforma de mídia social X foi acompanhada por uma fotografia de tendas azuis achatadas ao lado de um muro crivado de balas na Cidade de Gaza.

No domingo, o Exército de Israel confirmou que havia matado o jornalista Anas Al Sharif, da rede de televisão Al Jazeera, em um bombardeiro. As autoridades do país acusam Al Sharif de chefiar uma célula terrorista do Hamas.

"Anas Al Sharif serviu como chefe de uma célula terrorista na organização terrorista Hamas e foi responsável por lançar ataques com mísseis contra civis israelenses e tropas da FDI [Forças de Defesa de Israel]", afirma nota do Exército de Israel.

Segundo a emissora do Catar, outro jornalista e três operadores de câmera também foram mortos no ataque. De acordo um funcionário do Hospital Al-Shifa, unidade próxima de onde aconteceu o bombardeio, sete pessoas morreram no total.

Especialistas da ONU e de grupos de defesa da liberdade de imprensa já haviam alertado que a vida de Al Sharif estava em perigo devido às suas reportagens em Gaza.

Em julho, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas também alertou a comunidade internacional para proteger Al Sharif.

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