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Netanyahu reconhece "erro trágico" após ataque em Rafah matar dezenas de Palestinos

Israel afirma abriu investigação sobre ataque que matou civis em acampamento ao sul de Gaza

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Vithor Laureano
27/05/2024, 19:14 • Atualizado em 28/05/2024, 00:46
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Benjamin Netanyahu, presidente de Israel, discursando | Reprodução/Redes sociais

Benjamin Netanyahu, presidente de Israel, discursando | Reprodução/Redes sociais

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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reconheceu nesta segunda-feira (27) um "erro trágico" após um ataque de Israel na cidade de Rafah, no sul de Gaza, incendiar um acampamento de tendas que abrigava palestinos deslocados e matar ao menos 45 pessoas, segundo autoridades locais.

O incidente aumentou as críticas internacionais a Israel, com aliados próximos expressando indignação com as mortes de civis na guerra com o Hamas. Israel afirma seguir o direito internacional, mesmo sob escrutínio dos principais tribunais do mundo, um dos quais exigiu recentemente que interrompesse a ofensiva em Rafah.

O exército de Israel iniciou uma investigação sobre as mortes de civis após atacar uma instalação do Hamas, matando dois militantes seniores. O ataque de domingo à noite, um dos mais mortais da guerra, elevou o número total de mortos palestinos para mais de 36.000, conforme o Ministério da Saúde de Gaza, que não distingue entre combatentes e não combatentes.

"Apesar de nossos maiores esforços para não ferir civis inocentes, na noite passada houve um erro trágico", disse Netanyahu em um discurso no parlamento israelense. "Estamos investigando o incidente e obteremos uma conclusão porque essa é nossa política."

Mohammed Abuassa, que chegou ao local em Tel al-Sultan, relatou que os socorristas "retiraram pessoas em estado insuportável". Segundo ele, "retiramos crianças que estavam em pedaços, jovens e idosos. O incêndio no acampamento era irreal."

O Ministério da Saúde de Gaza e o serviço de resgate do Crescente Vermelho Palestino confirmaram a morte de pelo menos 45 pessoas, incluindo 12 mulheres, oito crianças e três idosos, com outros três corpos queimados além do reconhecimento.

Separadamente, o exército egípcio relatou que um de seus soldados foi morto a tiros em uma troca de fogo na área de Rafah. Israel informou estar em contato com as autoridades egípcias e que ambos os lados investigam o incidente.

Rafah, cidade mais ao sul de Gaza na fronteira com o Egito, abrigava mais de um milhão de pessoas deslocadas de outras partes do território. A maioria fugiu novamente desde que Israel lançou uma incursão limitada na região no início do mês. Centenas de milhares estão em acampamentos de tendas insalubres dentro e ao redor da cidade.

Netanyahu afirmou que Israel deve destruir os últimos batalhões do Hamas em Rafah. O grupo militante lançou uma barragem de foguetes no domingo em direção ao centro de Israel, acionando sirenes de ataque aéreo, mas sem causar ferimentos.

Israel afirma fazer o possível para seguir as leis da guerra, enfrentando um inimigo que não se compromete com essas normas, se infiltra em áreas civis e recusa-se a libertar reféns israelenses incondicionalmente.

A guerra foi iniciada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro, quando militantes palestinos mataram cerca de 1.200 pessoas, principalmente civis, e capturaram cerca de 250 reféns. O Hamas ainda mantém cerca de 100 reféns e os restos mortais de cerca de 30 outros, após a maioria dos demais ser libertada durante um cessar-fogo no ano passado.

Cerca de 80% dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza fugiram de suas casas, e autoridades da ONU dizem que partes do território estão enfrentando fome.

*com informações da Associated Press

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