Nepal inicia enterros coletivos de vítimas sem identificação
Corpos arrastados pelas enchentes são enterrados temporariamente em floresta de Chitwan; autoridades coletam DNA
SBT News, com informações da Reuters
Nepal inicia sepultamentos em massa de vítimas não identificadas das enchentes. | REUTERS/Navesh Chitrakar
O distrito de Chitwan, no Nepal, passou a realizar sepultamentos coletivos de vítimas não identificadas da enchente que atingiu a região do Himalaia na quarta-feira (26). Os corpos foram arrastados pelas águas e muitos estão em avançado estado de decomposição.
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As autoridades abriram centenas de sepulturas na floresta de Devghat, a cerca de 200 quilômetros dos vales de Rasuwa, uma das áreas mais afetadas pelo desastre. Antes da tragédia, as trilhas da floresta eram um local bastante utilizado para caminhadas matinais. Agora, servem como cemitério temporário.
Segundo Ganesh Aryal, chefe distrital de Bharatpur, a medida foi adotada diante do risco à saúde pública provocado pela rápida decomposição dos corpos.
Noventa e seis corpos não identificados foram enterrados no sábado (29), e mais de 100 devem ser sepultados neste domingo (30). Equipes de resgate continuam retirando vítimas de rios e áreas cobertas por escombros.
O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira, que desencadeou uma torrente de gelo, pedras, lama e detritos pelos vales próximos à fronteira entre Nepal e China. As autoridades nepalesas informaram 781 mortos e 2.502 desaparecidos. Na China, foram registrados 16 mortos e 546 desaparecidos no condado de Gyirong.
Para tentar identificar as vítimas, autoridades nepalesas fotografaram os corpos e coletaram amostras de DNA. Os locais das sepulturas também foram registrados, com marcadores de identificação colocados acima e abaixo do solo e dados sobre a localização.
No Nepal, locais de sepultamento foram cuidadosamente registrados. | Reprodução/Reuters
Necrotério improvisado
No Hospital de Bharatpur, um necrotério improvisado ficou sobrecarregado após a chegada de dezenas de corpos retirados das áreas atingidas pelas enchentes. Cerca de 125 corpos estavam no local, cuja capacidade original era de aproximadamente 50.
Muitos apresentavam avançado estado de decomposição, dificultando a identificação. Para retardar o processo, as autoridades utilizaram gelo seco, aparelhos de ar-condicionado e uma unidade de resfriamento industrial, enquanto equipes trabalhavam na coleta de informações e na identificação das vítimas.
A Índia enviou uma equipe forense para ajudar na análise genética, enquanto o Nepal também mantém contato com especialistas da China. O objetivo é permitir que os corpos sejam localizados e, se necessário, exumados caso a identidade das vítimas seja confirmada posteriormente.
As operações de resgate seguem em condições difíceis devido às chuvas e ao risco de novas inundações. No Nepal, equipes também trabalham para alcançar um túnel de um complexo hidrelétrico onde cerca de 350 pessoas podem estar presas.
Nepal inicia enterros coletivos de vítimas sem identificaçãoCorpos arrastados pelas enchentes são enterrados temporariamente em floresta de Chitwan; autoridades coletam DNAMundo2026-08-30T19:55:34.221ZO distrito de Chitwan, no Nepal, passou a realizar sepultamentos coletivos de vítimas não identificadas da enchente que atingiu a região do Himalaia na quarta-feira (26). Os corpos foram arrastados pelas águas e muitos estão em avançado estado de decomposição. As autoridades abriram centenas de sepulturas na floresta de Devghat, a cerca de 200 quilômetros dos vales de Rasuwa, uma das áreas mais afetadas pelo desastre. Antes da tragédia, as trilhas da floresta eram um local bastante utilizado para caminhadas matinais. Agora, servem como cemitério temporário. Segundo Ganesh Aryal, chefe distrital de Bharatpur, a medida foi adotada diante do risco à saúde pública provocado pela rápida decomposição dos corpos. Noventa e seis corpos não identificados foram enterrados no sábado (29), e mais de 100 devem ser sepultados neste domingo (30). Equipes de resgate continuam retirando vítimas de rios e áreas cobertas por escombros. O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira, que desencadeou uma torrente de gelo, pedras, lama e detritos pelos vales próximos à fronteira entre Nepal e China. As . Na China, foram registrados 16 mortos e 546 desaparecidos no condado de Gyirong. Para tentar identificar as vítimas, autoridades nepalesas fotografaram os corpos e coletaram amostras de DNA. Os locais das sepulturas também foram registrados, com marcadores de identificação colocados acima e abaixo do solo e dados sobre a localização. Necrotério improvisado No Hospital de Bharatpur, um necrotério improvisado ficou sobrecarregado após a chegada de dezenas de corpos retirados das áreas atingidas pelas enchentes. Cerca de 125 corpos estavam no local, cuja capacidade original era de aproximadamente 50. Muitos apresentavam avançado estado de decomposição, dificultando a identificação. Para retardar o processo, as autoridades utilizaram gelo seco, aparelhos de ar-condicionado e uma unidade de resfriamento industrial, enquanto equipes trabalhavam na coleta de informações e na identificação das vítimas. A Índia enviou uma equipe forense para ajudar na análise genética, enquanto o Nepal também mantém contato com especialistas da China. O objetivo é permitir que os corpos sejam localizados e, se necessário, exumados caso a identidade das vítimas seja confirmada posteriormente. As operações de resgate seguem em condições difíceis devido às chuvas e ao risco de novas inundações. No Nepal, equipes também trabalham para alcançar um túnel de um complexo hidrelétrico onde cerca de 350 pessoas podem estar presas. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/nepal-inicia-enterros-coletivos-de-vitimas-sem-identificacao