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Nasa aborta pouso de módulo na Lua após problema de propulsão

Sistema da Peregrine apresentou problema e módulo lunar lançado na segunda-feira (8) não terá energia suficiente para chegar à Lua

Nasa aborta pouso de módulo na Lua após problema de propulsão
Imagem enviada pela Peregrine
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A nave lançada ao espaço para tentar pousar na Lua após mais de 50 anos precisou abortar a missão. O módulo de pouso Peregrine da Astrobotic teve um problema de propulsão depois que a espaçonave entrou em seu estado operacional. Isso impediu que a Astrobotic atingisse a orientação voltada para o Sol e não terá energia suficiente para pousar na Lua.

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A Nasa afirmou que a espaçonave projetada e desenvolvida de forma privada pela Astrobotic Technology utiliza tecnologia inovadora desenvolvida pela indústria, algumas das quais nunca voaram no espaço. "Embora seja muito cedo para entender a causa raiz, a Nasa está apoiando a Astrobotic e ajudará na revisão dos dados de voo, na identificação da causa e no desenvolvimento de um plano futuro", disse a Nasa em um comunicado.

A Peregrine chegou a enviar uma imagem do espaço para a Nasa. A câmera utilizada foi montada no topo de um deck de carga útil e mostra o isolamento multicamadas (MLI) em primeiro plano.

"Cada sucesso e cada revés são oportunidades para aprender e crescer", disse Joel Kearns, vice-administrador associado de exploração na Diretoria de Missões Científicas da Nasa em Washington. "Usaremos esta lição para impulsionar nossos esforços para o avanço da ciência, da exploração e do desenvolvimento comercial da Lua."

Primeira missão à Lua após mais de 50 anos, desde a última missão Apollo, da Nasa, em 1972, o módulo de pouso Peregrine da Astrobotic foi lançado pelo foguete Vulcan da United Launch Alliance (ULA) na estação de Cabo Canaveral, na Flórida, na segunda-feira (9). A Peregrine teria uma jornada de cerca de 46 dias para chegar à superfície lunar. A missão não levou tripulação.

Segundo a agência espacial norte-americana, os instrumentos levados na missão iriam estudar a exosfera lunar, as propriedades térmicas do regolito lunar, a abundância de hidrogênio no solo no local de pouso e conduzirão o monitoramento do ambiente de radiação. As cinco cargas de ciência e pesquisa da Nasa a bordo do módulo de pouso ajudarão a agência a compreender melhor os processos e a evolução planetária, a procurar evidências de água e outros recursos e a apoiar a exploração humana sustentável e de longo prazo.

O pouso na Lua estava previsto para 23 de fevereiro. Agora, a agência espacial espera que o módulo consiga chegar o mais perto da Lua antes de perder totalmente a energia.

A Nasa investiu 108 milhões de euros (R$ 580 milhões) no projeto da Astrobotic.

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