Mortes no Nepal e China chegam a 552; buscas são retomadas
Ainda há mais de mil desaparecidos; as operações de resgate voltaram após o risco de rompimento de um lago diminuir
Caroline Vale
Enchente repentina em Galchhi, no Nepal. | REUTERS/Stringer
O número de mortos nas enchentes e deslizamentos provocados pelo colapso de uma geleira no Himalaia chegou a 552, segundo balanço de autoridades locais desta sexta-feira (28). São 547 mortes no Nepal e cinco no Tibete, na China. Ao SBT News, a Cruz Vermelha disse que os desaparecidos passam de 1.300 no Nepal.
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O lago acumulava mais de 2,5 milhões de metros cúbicos de água e chegou a transbordar para o rio Lhende Khola, que deságua no Trishuli. O aumento do nível da água provocou alerta e levou à suspensão das operações por cerca de três horas.
No lado chinês, equipes de resgate também chegaram a deixar temporariamente áreas de risco e permaneceram em locais seguros. Com a redução da ameaça, os trabalhos foram retomados e intensificados.
“Ao meio-dia, como o risco representado pelo lago represado a montante foi considerado controlável, as operações de resgate para o desastre da descoberta de terra em Gyirong foram retomadas rapidamente e intensificadas”, informou a emissora estatal chinesa CCTV.
Pessoas resgatadas em Trishuli, no Nepal. | REUTERS/Navesh Chitrakar
O que aconteceu entre o Nepal e a China?
A tragédia aconteceu na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira provocou uma enorme corrente de água, pedras, gelo e lama que atingiu comunidades e estruturas na região de fronteira entre Nepal e China.
O desastre destruiu estradas, pontes e instalações de energia, além de afetar uma importante rota entre Katmandu e Lhasa, utilizada por turistas, peregrinos e moradores.
Mais de 90 mil pessoas foram afetadas, segundo estimativa da Cruz Vermelha. Entre os desaparecidos estão pelo menos 540 estrangeiros, muitos deles peregrinos hindus que viajavam em direção ao monte Kailash e ao lago Manasarovar, no Tibete.
As equipes continuam procurando sobreviventes e desaparecidos em áreas atingidas por destroços. Helicópteros também são utilizados para buscas e para levar suprimentos a comunidades que ficaram isoladas.
Na China, o governo determinou o reforço do monitoramento de lagos glaciais, áreas sujeitas a deslizamentos e outras estruturas naturais que possam provocar novos desastres.
Mortes no Nepal e China chegam a 552; buscas são retomadasAinda há mais de mil desaparecidos; as operações de resgate voltaram após o risco de rompimento de um lago diminuirMundo2026-08-28T12:23:21.946ZO número de mortos nas enchentes e deslizamentos provocados pelo colapso de uma geleira no Himalaia chegou a 552, segundo balanço de autoridades locais desta sexta-feira (28). São 547 mortes no Nepal e cinco no Tibete, na China. Ao SBT News, a Cruz Vermelha disse que os desaparecidos passam de 1.300 no Nepal. As operações de busca e resgate, que haviam sido, foram retomadas nesta sexta. As autoridades avaliaram que a ameaça havia diminuído e que as condições eram administráveis. O lago acumulava mais de 2,5 milhões de metros cúbicos de água e chegou a transbordar para o rio Lhende Khola, que deságua no Trishuli. O aumento do nível da água provocou alerta e levou à suspensão das operações por cerca de três horas. No lado chinês, equipes de resgate também chegaram a deixar temporariamente áreas de risco e permaneceram em locais seguros. Com a redução da ameaça, os trabalhos foram retomados e intensificados. “Ao meio-dia, como o risco representado pelo lago represado a montante foi considerado controlável, as operações de resgate para o desastre da descoberta de terra em Gyirong foram retomadas rapidamente e intensificadas”, informou a emissora estatal chinesa CCTV. O que aconteceu entre o Nepal e a China? A tragédia aconteceu na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira provocou uma enorme corrente de água, pedras, gelo e lama que atingiu comunidades e estruturas na região de fronteira entre Nepal e China. O desastre destruiu estradas, pontes e instalações de energia, além de afetar uma importante rota entre Katmandu e Lhasa, utilizada por turistas, peregrinos e moradores. Mais de 90 mil pessoas foram afetadas, segundo estimativa da Cruz Vermelha. Entre os desaparecidos estão pelo menos 540 estrangeiros, muitos deles peregrinos hindus que viajavam em direção ao monte Kailash e ao lago Manasarovar, no Tibete. As equipes continuam procurando sobreviventes e desaparecidos em áreas atingidas por destroços. Helicópteros também são utilizados para buscas e para levar suprimentos a comunidades que ficaram isoladas. Na China, o governo determinou o reforço do monitoramento de lagos glaciais, áreas sujeitas a deslizamentos e outras estruturas naturais que possam provocar novos desastres. * Com informações das agências Reuters e da EFE.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/mortes-no-nepal-e-china-chegam-a-552-buscas-sao-retomadas
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