Ministro israelense critica Brasil após Justiça abrir investigação contra soldado
Amichai Chikli acusou o governo Lula de "perseguição", dizendo que a decisão é uma "vergonha para o povo brasileiro"
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Camila Stucaluc
Soldado israelense estava de férias no Brasil quando foi denunciado por entidade internacional | Reprodução/FHR
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A queixa que levou à investigação do soldado foi realizada pela Fundação Hind Rajab (HRF) – organização que combate crimes contra a humanidade e violações de direitos humanos na Palestina. Segundo a entidade, o militar teria cometido crimes de guerra na Faixa de Gaza, em meio ao conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas.
O crime em questão teria ocorrido em novembro de 2024, quando um quarteirão residencial foi demolido por explosivos em Gaza. A organização disse que o soldado participou da destruição do local, que servia de abrigo para palestinos deslocados.
Na carta, Chikli disse que a HRF está longe de ser uma organização de direitos humanos. O ministro afirmou que o fundador da entidade é um “ativista libanês que já declarou laços com o Hezbollah” – grupo aliado do Hamas. Ele citou ainda que o cofundador do grupo cobrou um número maior de vítimas nos ataques de 7 de outubro de 2023.
“O fato de que o Judiciário brasileiro, com apoio do presidente Lula, se envolva com indivíduos com visões tão extremas – especialmente enquanto nos aproximamos do 80° aniversário da libertação de Auschwitz [campo de concentração nazista localizado no sul da Polônia] – é uma vergonha para o povo brasileiro”, escreveu o ministro.
A investigação também foi rejeitada pela Embaixada de Israel no Brasil. Em nota, a representação do país defendeu que a HRF está explorando os sistemas legais para fomentar uma narrativa anti-Israel tanto globalmente quanto no Brasil.
“Israel está exercendo seu direito à autodefesa após o massacre brutal cometido pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Todas as operações militares em Gaza são conduzidas em total conformidade com o direito internacional”, disse a embaixada israelense. “Os verdadeiros perpetradores de crimes de guerra são as organizações terroristas, que exploram populações civis como escudos humanos”, acrescentou.
Ministro israelense critica Brasil após Justiça abrir investigação contra soldadoAmichai Chikli acusou o governo Lula de "perseguição", dizendo que a decisão é uma "vergonha para o povo brasileiro"Mundo2025-01-06T08:20:00.000ZO ministro de Asssuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo de Israel, Amichai Chikli, teceu críticas ao governo brasileiro após a Justiça emitir uma. Em carta ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Chikli falou em perseguição. A queixa que levou à investigação do soldado foi realizada pela Fundação Hind Rajab (HRF) – organização que combate crimes contra a humanidade e violações de direitos humanos na Palestina. Segundo a entidade, o militar teria cometido crimes de guerra na Faixa de Gaza, em meio ao conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas. O crime em questão teria ocorrido em novembro de 2024, quando um quarteirão residencial foi demolido por explosivos em Gaza. A organização disse que o soldado participou da destruição do local, que servia de abrigo para palestinos deslocados. Na carta, Chikli disse que a HRF está longe de ser uma organização de direitos humanos. O ministro afirmou que o fundador da entidade é um “ativista libanês que já declarou laços com o Hezbollah” – grupo aliado do Hamas. Ele citou ainda que o cofundador do grupo cobrou um número maior de vítimas nos ataques de 7 de outubro de 2023. “O fato de que o Judiciário brasileiro, com apoio do presidente Lula, se envolva com indivíduos com visões tão extremas – especialmente enquanto nos aproximamos do 80° aniversário da libertação de Auschwitz [campo de concentração nazista localizado no sul da Polônia] – é uma vergonha para o povo brasileiro”, escreveu o ministro. A investigação também foi rejeitada pela Embaixada de Israel no Brasil. Em nota, a representação do país defendeu que a HRF está explorando os sistemas legais para fomentar uma narrativa anti-Israel tanto globalmente quanto no Brasil. “Israel está exercendo seu direito à autodefesa após o massacre brutal cometido pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Todas as operações militares em Gaza são conduzidas em total conformidade com o direito internacional”, disse a embaixada israelense. “Os verdadeiros perpetradores de crimes de guerra são as organizações terroristas, que exploram populações civis como escudos humanos”, acrescentou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ministro-israelense-critica-brasil-apos-justica-abrir-investigacao-contra-soldado
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