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Milei anuncia substituto de chefe de gabinete investigado

Presidente argentino nomeou Diego Santilli para o cargo após a renúncia de Manuel Adorni, investigado por suspeita de enriquecimento ilícito

M
Murillo Otavio
O presidente da Argentina, Javier Milei. | Eduardo Valente/PL

O presidente da Argentina, Javier Milei. | Eduardo Valente/PL

O presidente da Argentina anunciou o novo chefe de gabinete do governo após uma suspeita de corrupção atingir o antigo ocupante do cargo. Javier Milei escolheu o atual ministro do Interior, Diego Santilli, que deve tomar posse na terça-feira (30).

"Estou assumindo o desafio mais importante da minha vida com o compromisso de continuar trabalhando para que este governo continue fazendo história", publicou Santilli nas redes sociais.

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O caso de corrupção virou uma pedra no sapato de Javier Milei. Manuel Adorni, antigo chefe de gabinete, renunciou ao cargo após ser alvo de uma denúncia por suposto enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio.

Em junho, Adorni admitiu ter omitido cerca de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,6 milhões) em suas declarações de bens. Segundo ele, o dinheiro era fruto de economias e investimentos realizados antes de ingressar no governo e, posteriormente, a situação foi regularizada por meio do programa oficial de anistia fiscal. Adorni nega ter cometido qualquer crime.

Em carta oficializando sua saída, Adorni agradeceu a Milei pela confiança e afirmou que, pela primeira vez desde o início do governo, decidiu contrariar um desejo do presidente ao deixar o cargo. "Obrigado por, desta vez, ter aceitado minha renúncia ao cargo de chefe de Gabinete de Ministros da Nação."

Antes de deixar o cargo, Adorni resistiu com o apoio do presidente e apresentou explicações consideradas insuficientes por autoridades e pela imprensa local. Milei tentou mantê-lo até o último momento.

A crise política envolvendo Adorni começou em março, quando o Congresso argentino voltou a atenção para o fato de ele ter incluído sua esposa, Betina Angeletti, na delegação presidencial que viajou aos Estados Unidos, onde acontece boa parte da Copa do Mundo.

De acordo com o jornal El País, Adorni foi denunciado à Justiça, e o caso avançou rapidamente desde então, com testemunhas sendo convocadas para depor sobre despesas elevadas, consideradas incompatíveis com seu salário como alto funcionário do governo.

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