Keiko está perto da vitória; Sánchez quer protestos no Peru
Com apenas 0,6% dos votos a serem apurados, a candidata de direita mantém liderança na disputa presidencial



Eleições presidenciais no Peru | Alessandro Cinque/Reuters
A candidata de direita Keiko Fujimori está cada vez mais próxima de conquistar a Presidência do Peru após ampliar sua vantagem sobre o rival de esquerda, Roberto Sánchez, na reta final da apuração dos votos. Com apenas 0,6% dos votos a serem apurados nesta quinta-feira (18), Fujimori mantém uma vantagem de 39.115 votos.
Esta é a quarta tentativa de Fujimori de chegar à Presidência. A apuração, uma das mais acirradas da história recente do país, mantém o Peru em suspense desde o segundo turno da eleição em 7 de junho.
Segundo a mais recente apuração da autoridade eleitoral, a filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori tinha 50,11% dos votos válidos, contra 49,89% de Sánchez, com 99,38% dos votos apurados.
Cerca de 140 mil votos contestados ainda estão em análise. A maior parte dessas cédulas é proveniente de Lima e de peruanos residentes no exterior, regiões onde Fujimori obteve desempenho superior ao do adversário.
“Essas são áreas em que Keiko Fujimori deve ter uma vantagem”, disse Gonzalo Márquez, diretor de consultoria de dados Caleidos. “Portanto, não há possibilidade, consiga, de que o resultado mude.”
Sánchez convoca protestos
Enquanto a apuração avança, Roberto Sánchez mantém questionamentos ao processo eleitoral. Seu partido apresentou recursos judiciais contestando votos considerados favoráveis à adversária e convocou manifestações em Lima para sexta-feira (19). Nas últimas semanas, apoiadores do candidato também realizaram protestos contra a autoridade eleitoral peruana.
Observadores internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia afirmaram que o processo eleitoral ocorreu dentro da normalidade e pediram que os candidatos e a população aguardem o resultado oficial.
Caso a vitória seja confirmada, Keiko Fujimori pode se tornar a primeira mulher eleita diretamente para a Presidência do Peru. A política já disputou três segundos turnos presidenciais, incluindo a eleição de 2021, quando foi derrotada por Pedro Castillo por uma diferença de pouco mais de 44 mil votos.















