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Jihadistas matam mais de 100 soldados em ataque no Mali

Grupo busca derrubar o governo que vigora no país desde o golpe de estado dado pelos militares em 2020

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André de Sena, com informações da Reuters
Vista geral de Bamako, capital do Mali | Aboubacar Traore/Reuters

Vista geral de Bamako, capital do Mali | Aboubacar Traore/Reuters

Um ataque realizado pelo grupo jihadista JNIM (Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos), ligado à Al Qaeda, deixou mais de 100 soldados das Forças Armadas do Mali mortos. A informação foi compartilhada nesta segunda-feira (21) por duas fontes ligadas ao governo malinês ouvidas pela agência de notícias Reuters.

Não há um consenso em relação à quantidade total de mortos. Segundo uma fonte diplomática, foram 120. Já uma outra fonte, da área de segurança, fala em 130, além de 100 reféns.

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“Durante essa operação, que durou mais de uma semana, alguns de nossos companheiros de armas infelizmente caíram no campo de batalha, enquanto perdas significativas foram infligidas aos agressores”, afirmou o exército maliano em comunicado no sábado.

O ataque teve início no dia 10 de setembro em Dioura, cidade localizada na região central do Mali, e se arrastou por mais de uma semana. O JNIM assumiu a autoria na semana passada, alegando ter deixado 150 soldados mortos.

O grupo jihadista busca derrubar o governo de Assimi Goïta, que assumiu a presidência em 2021, um ano após o golpe de estado liderado pelos militares que tirou do poder o então presidente Boubacar Keïta.

Em abril, o JNIM uniu forças com o grupo separatista FLA (Frente de Libertação de Azawad), que tem como objetivo tornar a região de Azawad, no norte do Mali, independente. Embora tenham objetivos distintos, os dois atuam em conjunto para lutar contra o governo do Mali, que recebe ajuda do grupo paramilitar russo Africa Corps.

Desde a semana passada, o JNIM realiza ataques contra o aeroporto da cidade de Sévaré, que também fica na região central do Mali. O local abriga aeronaves militares e drones. Nessa segunda-feira (21), os bombardeios já se arrastavam por seis dias consecutivos.

Além disso, o grupo jihadista cercou um acampamento militar da cidade de Konna, segundo relatos de moradores locais. O JNIM afirma ter matado 33 membros das forças pró-governo nas duas frentes.

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