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Israel acusa Irã de violar cessar-fogo e promete 'resposta com força'

Trégua havia entrado em vigor na madrugada desta terça-feira (24); mídia iraniana nega acusações

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Camila Stucaluc
24/06/2025, 08:57 • Atualizado em 24/06/2025, 08:57
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Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei | Reprodução

Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei | Reprodução

O exército israelense disse ter identificado novos ataques iranianos na manhã desta terça-feira (24). O lançamento dos mísseis, segundo os militares, representa uma violação do acordo de cessar-fogo — que havia entrado em vigor nesta madrugada. As tropas prometeram uma “resposta com força”.

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“Identificamos que mísseis foram lançados recentemente do Irã em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão trabalhando para interceptar a ameaça. Diante da grave violação do cessar-fogo cometida pelo regime iraniano, atacaremos com força”, disse o Major-General Eyal Zamir.

Pelas redes sociais, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse ter instruído os militares a responderem os ataques com bombardeios em “alvos do regime no coração de Teerã”. O mesmo foi dito pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que frisou que a capital iraniana irá “tremer”.

A mídia estatal iraniana negou as acusações de Israel, dizendo que não disparou novos mísseis após o início do cessar-fogo. Ao mesmo tempo, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã avertiu que "qualquer nova agressão será recebida com uma resposta decisiva, firme e oportuna do Irã".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não se pronunciou sobre as acusações. Mais cedo, o republicano, responsável por mediar o acordo, havia pedido que os países não violassem o período de trégua. “O cessar-fogo está agora em vigor. Por favor, não viole!”, escreveu em uma publicação.

Entenda

O cessar-fogo entre Israel e Irã foi anunciado na noite de segunda-feira (23) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Conforme estipulado, o exército iraniano deixará de atacar Israel por 12 horas. Cumprido esse prazo, Israel também cessará os bombardeios. Ao final das 24 horas, o "conflito estará encerrado".

O acordo veio após duas semanas de bombardeios intensos entre os países. Os ataques começaram no dia 12 de junho, quando o exército israelense lançou mísseis contra instalações nucleares iranianas. Ao justificar a ação, Tel Aviv acusou Teerã de manter um programa secreto para desenvolver armas nucleares.

No último sábado (21), os Estados Unidos entraram no conflito, atacando as três instalações nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Isfahan. Em resposta, o Irã anunciou o possível fechamento do Estreito de Ormuz – principal rota marítima para navios petroleiros no mundo – e lançou mísseis contra a base militar americana de Al Udeid, localizada no Catar. Os dispositivos foram interceptados.

“De uma certa, aquele ‘hit’ perfeito, tarde da noite, reuniu todos e o acordo foi feito”, disse Trump sobre o ataque norte-americano. “Israel e Irã vieram até mim, quase simultaneamente, e disseram: ‘paz!’ Eu sabia que a hora era agora. O mundo e o Oriente Médio são os verdadeiros vencedores. Eles têm muito a ganhar e, no entanto, muito a perder se se desviarem do caminho da justiça e da verdade”, disse Trump.

Na publicação, o republicano chegou a chamar o conflito de “Guerra dos 12 Dias”. O nome é similar a “Guerra dos Seis Dias”, de 1967, quando Israel lutou contra um grupo de países árabes, incluindo Egito, Síria e Jordânia. O conflito começou após um ataque surpresa de Israel no Egito, em reação à tensão crescente na região e à uma possível invasão árabe no país. Neste caso, Tel Aviv saiu vitoriosa.

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