Economia

Itaú ultrapassa Petrobras e assume liderança em valor de mercado na B3 em 2025

Ano também consolidou o avanço do BTG Pactual, que saltou da sétima para a terceira colocação no ranking

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Petrobras perdeu R$ 80,1 bilhões no ano, pressionada por dividendos e ruídos institucionais | Budrul Chukrut/SOPA/LightRocket/Getty Images

Pela primeira vez desde a reprecificação das estatais, o Itaú (ITUB4) encerrou o ano como a empresa de maior valor de mercado da B3, à frente da Petrobras (PETR4). O banco adicionou R$ 135,1 bilhões em valor em 2025 e fechou os quatro últimos pregões do ano na liderança, conforme levantamento da Elos Ayta, baseado em dados de valor de mercado ao longo do ano.

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O movimento não é inédito — o Itaú já havia liderado temporariamente em março de 2020, no auge da pandemia. Mas, diferentemente daquele período de crise, a virada de 2025 foi sustentada por um desempenho mais consistente ao longo do ano.

Ao todo, o banco liderou o ranking da bolsa em 17 sessões. Seu pico ocorreu em 4 de dezembro, com R$ 443,2 bilhões em valor de mercado. Desde então, houve ajuste de R$ 26,8 bilhões.

A Petrobras, por outro lado, perdeu R$ 80,1 bilhões no ano, pressionada por oscilação do petróleo, incertezas sobre dividendos e ruídos institucionais. A estatal chegou ao pico de R$ 526 bilhões ainda em fevereiro, mas encerrou dezembro valendo R$ 410,3 bilhões.

O ano também consolidou o avanço do BTG Pactual. O banco saltou da sétima para a terceira colocação no ranking, com R$ 322,7 bilhões em valor de mercado — uma valorização de R$ 189,1 bilhões em 12 meses.

A Vale, que fechou 2024 em terceiro, caiu para a quarta posição, avaliada em R$ 307,2 bilhões. A retração reflete a recuperação parcial das commodities metálicas e a cautela dos investidores com empresas expostas ao ciclo global.

As surpresas da bolsa

Entre as dez maiores da bolsa, apenas duas companhias perderam valor em 2025: Petrobras e WEG. A fabricante de motores elétricos caiu da quarta para a sexta posição, com perda de R$ 17,8 bilhões, num cenário de expectativas mais moderadas após anos de forte crescimento.

Outro destaque foi a entrada da Axia Energia (ex-Eletrobras) no topo da B3. A empresa subiu para o oitavo lugar, avaliada em R$ 144,1 bilhões — avanço de R$ 66,3 bilhões no ano. Com isso, o Banco do Brasil foi deslocado para fora do grupo das dez maiores[/grifar], encerrando 2025 na 11ª posição, com R$ 123,1 bilhões.

O novo ranking reflete uma bolsa menos concentrada em estatais e com maior protagonismo de instituições financeiras privadas.

As 10 maiores empresas por valor de mercado

Levantamento considera o valor computado até dezembro de 2025.

Itaú Unibanco — R$ 416,4 bilhões

Petrobras — R$ 410,3 bilhões

BTG Pactual — R$ 322,7 bilhões

Vale — R$ 307,2 bilhões

Ambev — R$ 216,1 bilhões

WEG — R$ 203,5 bilhões

Bradesco — R$ 178,7 bilhões

Axia Energia — R$ 144,1 bilhões

Itaúsa — R$ 132,1 bilhões

Santander Brasil — R$ 125,8 bilhões

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