Inflação na Argentina fecha 2025 em 31%, mas população ainda sente impacto no bolso
Índice caiu para cerca de um terço do registrado em 2024, mas argentinos relatam dificuldade para recuperar o poder de compra
SBT Brasil
A inflação da Argentina fechou o ano de 2025 em 31%, segundo dados oficiais divulgados pelo governo. O número ainda é elevado, mas representa uma queda expressiva em relação ao ano anterior, quando o índice ultrapassou os 90%.
O resultado foi comemorado pela gestão do presidente Javier Milei, que aponta o controle da inflação como um dos principais avanços do pacote de ajuste econômico implementado ao longo do último ano.
Especialistas atribuem a desaceleração à redução de subsídios, ao controle mais rígido dos gastos públicos e à política monetária restritiva. O governo também adotou medidas para conter a emissão de moeda, um dos fatores históricos da inflação no país.
Apesar do alívio nos índices, a percepção nas ruas ainda é de dificuldade. Argentinos afirmam que os preços continuam altos e que os salários não acompanharam o ritmo do custo de vida.
"Os preços caíram entre 20% e 25% em comparação com o ano passado, mas ainda está longe de ser confortável", relata a estudante universitária Catherine Leão, em Buenos Aires.
Para analistas, a queda da inflação é um sinal positivo, mas o desafio agora é garantir crescimento econômico e recuperação do consumo. Segundo o economista Igor Lucena, o país ainda enfrenta um processo de ajuste doloroso.
"O controle inflacionário é importante, mas seus efeitos sociais levam mais tempo para aparecer", avalia.









