Hungria comemora 1ª Parada do Orgulho LGBT pós Orbán
Evento reúne milhares de pessoas em Budapeste após 16 anos de governo marcados por restrições aos direitos da comunidade LGBTQIA+
Naiara Ribeiro
27/06/2026, 16:40 • Atualizado em 27/06/2026, 16:40
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Bandeira LGBTQIA+ e União Européia | REUTERS/Neil Hall
Milhares de pessoas são esperadas neste sábado (27) para a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Budapeste, na Hungria. É a primeira edição do evento desde a saída de Viktor Orbán do poder. O governo dele foi marcado por uma série de medidas que restringiram direitos da comunidade LGBTQIA+ e por uma tentativa de proibir a marcha realizada no ano passado.
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A edição de 2025 acabou se transformando em um grande protesto contra o governo de Orbán e reuniu dezenas de milhares de pessoas, mesmo após a polícia tentar impedir a realização do evento. Neste ano, depois da vitória do partido de centro-direita Tisza, liderado por Peter Magyar, nas eleições de abril, a proibição foi suspensa e a marcha está autorizada.
Os organizadores afirmam, porém, que a mudança de governo não encerra a luta da comunidade. Em mensagem divulgada antes do evento, eles disseram que a mobilização do ano passado obrigou o governo a recuar, mas que ainda há direitos a serem recuperados.
Durante o governo Orbán, foram aprovadas leis que proibiram a alteração de gênero em documentos oficiais, restringiram a adoção por casais do mesmo sexo e vetaram, nas escolas, materiais considerados promotores da homossexualidade ou da transição de gênero.
Em entrevista à Reuters, o ativista e escritor LGBTQIA+ Adam Andras Kanicsar afirmou que esse período deixou marcas na comunidade. Segundo ele, os últimos 16 anos foram marcados por um esforço constante para defender e dar visibilidade às pessoas LGBTQIA+ no país.
Peter Magyar, que lidera o novo governo, pediu paciência ao ser questionado sobre possíveis mudanças na legislação. Ao mesmo tempo, criticou as restrições impostas pelo partido Fidesz à Parada do Orgulho e afirmou que o Estado deve deixar de interferir na vida privada da população.
Hungria comemora 1ª Parada do Orgulho LGBT pós Orbán Evento reúne milhares de pessoas em Budapeste após 16 anos de governo marcados por restrições aos direitos da comunidade LGBTQIA+Mundo2026-06-27T16:40:33.665ZMilhares de pessoas são esperadas neste sábado (27) para a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Budapeste, na Hungria. É a primeira edição do evento desde a saída de Viktor Orbán do poder. O governo dele foi marcado por uma série de medidas que restringiram direitos da comunidade LGBTQIA+ e por uma tentativa de proibir a marcha realizada no ano passado. A edição de 2025 acabou se transformando em um grande protesto contra o governo de Orbán e reuniu dezenas de milhares de pessoas, mesmo após a polícia tentar impedir a realização do evento. Neste ano, depois da vitória do partido de centro-direita Tisza, liderado por Peter Magyar, nas eleições de abril, a proibição foi suspensa e a marcha está autorizada. Os organizadores afirmam, porém, que a mudança de governo não encerra a luta da comunidade. Em mensagem divulgada antes do evento, eles disseram que a mobilização do ano passado obrigou o governo a recuar, mas que ainda há direitos a serem recuperados. Durante o governo Orbán, foram aprovadas leis que proibiram a alteração de gênero em documentos oficiais, restringiram a adoção por casais do mesmo sexo e vetaram, nas escolas, materiais considerados promotores da homossexualidade ou da transição de gênero. Em entrevista à Reuters, o ativista e escritor LGBTQIA+ Adam Andras Kanicsar afirmou que esse período deixou marcas na comunidade. Segundo ele, os últimos 16 anos foram marcados por um esforço constante para defender e dar visibilidade às pessoas LGBTQIA+ no país. Peter Magyar, que lidera o novo governo, pediu paciência ao ser questionado sobre possíveis mudanças na legislação. Ao mesmo tempo, criticou as restrições impostas pelo partido Fidesz à Parada do Orgulho e afirmou que o Estado deve deixar de interferir na vida privada da população. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/hungria-comemora-1-parada-do-orgulho-lgbt-pos-orban
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