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Homem é condenado à morte nos EUA mesmo após testemunha confessar que mentiu

Freddie Owens, de 46 anos, foi executado como punição pelo assassinato de uma balconista durante um assalto

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Freddie Owens, de 46 anos, foi executado na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, com uma injeção letal na noite de sexta-feira (19). Condenado à morte pelo assassinato de uma balconista durante um assalto, Owens foi morto mesmo depois de uma testemunha desmentir seu depoimento.

O caso aconteceu em novembro de 1997, quando Mary Graves, uma mãe de três filhos de 41 anos, foi morta durante um assalto a uma loja de conveniência em Greenville, na Carolina do Sul. Owens foi considerado culpado e condenado por assassinato, assalto à mão armada e conspiração criminosa em 1999.

Na quinta-feira, a Suprema Corte da Carolina do Sul negou pela segunda vez a suspensão da execução, mesmo após o novo depoimento de Steven Golden, que havia sido cúmplice de Owens. Golden alegou que Owens não estava presente no momento do roubo e do assassinato, de acordo com documentos judiciais. Ele também afirmou que sabe quem foi o verdadeiro autor do crime, mas que ele mesmo não foi o atirador.

Segundo informações da CNN, os advogados de Owens tentaram suspender novamente a execução junto à Suprema Corte dos Estados Unidos, entrando com o pedido de última hora na sexta-feira, mas o tribunal negou.

Depoimentos contraditórios

O novo depoimento de Golden contrasta fortemente com o que ele havia dito anteriormente. No julgamento de Owens em 1999, em 2003, e nas declarações que Golden deu à polícia logo após o crime em 1997, ele afirmava que Owens estava envolvido. Por isso, o tribunal manteve a decisão de não suspender a execução.

Além disso, a Suprema Corte da Carolina do Sul destacou que Owens já havia confessado a cinco pessoas, incluindo dois policiais e sua namorada. Isso pesou contra o pedido de reconsideração da pena.

Primeira execução por injeção letal em quase uma década

A morte de Freddie Owens marca a primeira execução por injeção letal na Carolina do Sul desde que o estado voltou a ter acesso aos medicamentos necessários para realizar o procedimento, após quase uma década de problemas com o fornecimento desses remédios.

Segundo a lei do estado, os condenados a morte podem escolher entre morrer por injeção letal, cadeira elétrica ou pelotão de fuzilamento. Ele delegou a decisão à sua advogada, Emily Paavola, segundo documentos judiciais.

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