Greer, representante dos EUA, diz que tarifaço é um sucesso
Um dos principais nomes por trás da política americana, Jamison Greer defende que tarifas ampliaram poder de negociação do país
Duda Ventura
Representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer
O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que não se arrepende da política tarifária implementada pelo governo Donald Trump, que elevou as taxas de importação sobre produtos de dezenas de países, incluindo o Brasil. Segundo ele, a estratégia foi "extremamente bem-sucedida" por aumentar o poder de influência dos Estados Unidos nas negociações comerciais internacionais.
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Em entrevista ao podcast The Daily, do The New York Times, Greer utiliza três métricas principais para avaliar esse suposto sucesso: o aumento da manufatura como porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB), a redução do déficit comercial dos EUA e o crescimento dos salários acima da inflação.
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À frente do Escritório do Representante de Comércio desde o início do segundo mandato de Trump, em 2025, Greer defende que o tarifaço foi uma resposta necessária ao déficit comercial de US$ 1,2 trilhão registrado pelos Estados Unidos em 2024. Na avaliação dele, a medida representava uma "emergência", por representar a transferência de empregos e da produção industrial para o exterior.
O representante também argumenta que Washington precisa adotar medidas unilaterais para proteger sua indústria. Segundo ele, os Estados Unidos devem ser “policy makers” (formuladores de políticas, na tradução livre), e não apenas seguir regras definidas por outros países, especialmente pela China, primeiro alvo da nova ofensiva tarifária do governo Trump.
Presidente dos EUA, Donald Trump, fala durante o Pennsylvania Defense & Innovation Summit, realizado no U.S. Army War College, na Pensilvânia | Foto: Reprodução/YouTube/Casa Branca - 15.07.2026
Greer afirma que seu único arrependimento é a decisão da Suprema Corte que invalidou parte das tarifas impostas pela Casa Branca. Em fevereiro deste ano, a Corte concluiu que Trump extrapolou a autoridade ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para criar tarifas de forma unilateral. A maioria dos ministros entendeu que a legislação não autoriza o presidente a impor esse tipo de medida sem aprovação do Congresso – ao que Trump argumentou que a lei autoriza esse tipo de medida em situações excepcionais.
Apesar da derrota judicial, Greer disse que a estratégia valeu a pena porque permitiu aos Estados Unidos negociar novos acordos comerciais com parceiros como Reino Unido, União Europeia, Japão, Índia e Indonésia. Segundo ele, as tarifas aumentaram o poder de barganha do governo americano e ajudaram a abrir mercados para produtos dos EUA.
Ao ser questionado sobre os custos da política — como o reembolso de bilhões de dólares em tarifas após a decisão da Suprema Corte e as críticas de empresas prejudicadas pelas taxas —, Greer afirmou que não mudou de posição. "Não me arrependo. Só lamento que a Suprema Corte tenha decidido da maneira errada", disse.
A entrevista focou na primeira rodada de taxas impostas pelos EUA, ainda em 2025. Mas foi concedida em meio à tentativa do governo Trump de reconstruir sua política tarifária por outros fundamentos legais – como as possíveis taxas de 12,5% a mais de 60 economias, que devem ser anunciadas ainda nesta semana. Segundo Greer, a administração prepara uma nova rodada de tarifas, desta vez baseada em legislações diferentes da IEEPA, na expectativa de que as medidas resistam a possíveis contestações judiciais futuras.
Greer, representante dos EUA, diz que tarifaço é um sucessoUm dos principais nomes por trás da política americana, Jamison Greer defende que tarifas ampliaram poder de negociação do paísMundo2026-07-20T19:16:00.354ZO representante de Comércio dos Estados Unidos, , afirmou que não se arrepende da política tarifária implementada pelo governo , que elevou as taxas de importação sobre produtos de dezenas de países, incluindo o Brasil. Segundo ele, a estratégia foi "extremamente bem-sucedida" por aumentar o poder de influência dos Estados Unidos nas negociações comerciais internacionais. Em entrevista ao podcast The Daily, do The New York Times, Greer utiliza três métricas principais para avaliar esse suposto sucesso: o aumento da manufatura como porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB), a redução do déficit comercial dos EUA e o crescimento dos salários acima da inflação. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. À frente do Escritório do Representante de Comércio desde o início do segundo mandato de Trump, em 2025, Greer defende que o foi uma resposta necessária ao déficit comercial de US$ 1,2 trilhão registrado pelos Estados Unidos em 2024. Na avaliação dele, a medida representava uma "emergência", por representar a transferência de empregos e da produção industrial para o exterior. O representante também argumenta que Washington precisa adotar medidas unilaterais para proteger sua indústria. Segundo ele, os Estados Unidos devem ser “policy makers” (formuladores de políticas, na tradução livre), e não apenas seguir regras definidas por outros países, especialmente pela China, primeiro alvo da nova ofensiva tarifária do governo Trump. Greer afirma que seu único arrependimento é a decisão da Suprema Corte que invalidou parte das tarifas impostas pela Casa Branca. Em fevereiro deste ano, a Corte concluiu que Trump extrapolou a autoridade ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para criar tarifas de forma unilateral. A maioria dos ministros entendeu que a legislação não autoriza o presidente a impor esse tipo de medida sem aprovação do Congresso – ao que Trump argumentou que a lei autoriza esse tipo de medida em situações excepcionais. Apesar da derrota judicial, Greer disse que a estratégia valeu a pena porque permitiu aos Estados Unidos negociar novos acordos comerciais com parceiros como Reino Unido, União Europeia, Japão, Índia e Indonésia. Segundo ele, as tarifas aumentaram o poder de barganha do governo americano e ajudaram a abrir mercados para produtos dos EUA. Ao ser questionado sobre os custos da política — como o reembolso de bilhões de dólares em tarifas após a decisão da Suprema Corte e as críticas de empresas prejudicadas pelas taxas —, Greer afirmou que não mudou de posição. "Não me arrependo. Só lamento que a Suprema Corte tenha decidido da maneira errada", disse. A entrevista focou na primeira rodada de taxas impostas pelos EUA, ainda em 2025. Mas foi concedida em meio à tentativa do governo Trump de reconstruir sua política tarifária por outros fundamentos legais – como as possíveis taxas de 12,5% a mais de 60 economias, que devem ser anunciadas ainda nesta semana. Segundo Greer, a administração prepara uma nova rodada de tarifas, desta vez baseada em legislações diferentes da IEEPA, na expectativa de que as medidas resistam a possíveis contestações judiciais futuras.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/greer-representante-dos-eua-diz-que-tarifaco-e-um-sucesso