Gloria Steinem, pioneira do feminismo, morre aos 92 anos
Jornalista e ativista norte-americana lutou por mais de cinco décadas pela igualdade de gênero e pelos direitos civis e reprodutivos das mulheres
Emanuelle Menezes, com informações da Reuters
Gloria Steinem ao receber o título de Doutora Honoris Causa em Letras na Universidade de Harvard | REUTERS/Brian Snyder
A jornalista e ativista norte-americana Gloria Steinem, uma das principais referências do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu aos 92 anos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (3) pela fundação que leva seu nome.
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Segundo a organização, Steinem morreu na quarta-feira (2), em casa, em Nova York. A causa da morte não foi informada.
Cofundadora e editora da "Ms. Magazine", Steinem ganhou projeção a partir do fim dos anos 1960 e dedicou mais de cinco décadas à defesa da igualdade de gênero e dos direitos civis e reprodutivos das mulheres.
A ativista dizia se considerar uma “empreendedora da mudança social” e defendia a importância de ouvir as experiências de outras mulheres.
“Quero fazer justiça às mulheres que encontro, contar suas histórias”, afirmou Steinem à revista New Yorker em 2015. “Trata-se de estabelecer conexões e usar a mim mesma para ouvir, porque não podemos empoderar as mulheres sem ouvir suas histórias.”
Quem foi Gloria Steinem
Nascida nos Estados Unidos, Gloria Steinem se tornou um dos principais nomes da chamada segunda onda do feminismo, movimento que ganhou força a partir das décadas de 1960 e 1970 e ampliou o debate sobre os direitos das mulheres.
Em 1971, ela fundou o National Women's Political Caucus ao lado de Bella Abzug, Shirley Chisholm e Betty Friedan, autora de "A Mística Feminina", obra considerada um marco daquele período do movimento feminista.
Steinem também participou da criação de organizações como a Coalizão de Mulheres Sindicalistas, o Centro de Mídia de Mulheres, a Eleitores pela Escolha e a Fundação Ms. para as Mulheres.
Gloria Steinem em manifestação pelo direito das mulheres | Reprodução/Redes sociais
Ela defendia que o movimento feminista deveria incluir mulheres de todas as raças e reconhecia a influência das mulheres negras em sua própria trajetória.
“Se você já sofreu discriminação, fica sensível a ela em todos os níveis. Aprendi o feminismo principalmente com mulheres negras. As mulheres negras basicamente inventaram o feminismo”, disse à New Yorker.
A atuação de Gloria Steinem também recebeu reconhecimento do governo dos Estados Unidos. Em 2013, o então presidente Barack Obama concedeu à ativista a Medalha Presidencial da Liberdade, considerada a mais alta honraria civil do país.
Gloria Steinem, pioneira do feminismo, morre aos 92 anosJornalista e ativista norte-americana lutou por mais de cinco décadas pela igualdade de gênero e pelos direitos civis e reprodutivos das mulheresMundo2026-09-03T12:26:56.938ZA jornalista e ativista norte-americana Gloria Steinem, uma das principais referências do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu aos 92 anos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (3) pela fundação que leva seu nome. Segundo a organização, Steinem morreu na quarta-feira (2), em casa, em Nova York. A causa da morte não foi informada. Cofundadora e editora da "Ms. Magazine", Steinem ganhou projeção a partir do fim dos anos 1960 e dedicou mais de cinco décadas à defesa da igualdade de gênero e dos direitos civis e reprodutivos das mulheres. A ativista dizia se considerar uma “empreendedora da mudança social” e defendia a importância de ouvir as experiências de outras mulheres. “Quero fazer justiça às mulheres que encontro, contar suas histórias”, afirmou Steinem à revista New Yorker em 2015. “Trata-se de estabelecer conexões e usar a mim mesma para ouvir, porque não podemos empoderar as mulheres sem ouvir suas histórias.” Quem foi Gloria Steinem Nascida nos Estados Unidos, Gloria Steinem se tornou um dos principais nomes da chamada segunda onda do feminismo, movimento que ganhou força a partir das décadas de 1960 e 1970 e ampliou o debate sobre os direitos das mulheres. Em 1971, ela fundou o National Women's Political Caucus ao lado de Bella Abzug, Shirley Chisholm e Betty Friedan, autora de "A Mística Feminina", obra considerada um marco daquele período do movimento feminista. Steinem também participou da criação de organizações como a Coalizão de Mulheres Sindicalistas, o Centro de Mídia de Mulheres, a Eleitores pela Escolha e a Fundação Ms. para as Mulheres. Ela defendia que o movimento feminista deveria incluir mulheres de todas as raças e reconhecia a influência das mulheres negras em sua própria trajetória. “Se você já sofreu discriminação, fica sensível a ela em todos os níveis. Aprendi o feminismo principalmente com mulheres negras. As mulheres negras basicamente inventaram o feminismo”, disse à New Yorker. A atuação de Gloria Steinem também recebeu reconhecimento do governo dos Estados Unidos. Em 2013, o então presidente Barack Obama concedeu à ativista a Medalha Presidencial da Liberdade, considerada a mais alta honraria civil do país.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/gloria-steinem-pioneira-do-feminismo-morre-aos-92-anos