FIFA propõe abandono de partida e protocolo de três etapas em casos de racismo; veja
Proposta será apresentada em uma reunião do Congresso da FIFA em Bangcoc, Tailândia, na sexta-feira (17)
D
Derick Toda
Vinicius Júnior, atacante do Real Madrid e Seleção Brasileira, protestando em campo contra o racismo I Reprodução/ Redes sociais
A FIFA, entidade máxima do futebol, apresentará uma proposta ao seu Congresso para a implementação de medidas contra casos de racismo em todas as suas 211 associações afiliadas.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A informação foi divulgada, nesta quinta-feira (16), em uma carta de Mattias Grafstrom, secretário-geral da instituição, para as filiais. O documento deve ser apresentado em Bangcoc, Tailândia, na sexta-feira (17).
Mattias propõe novas regras, avaliações, ações em campo e possíveis acusações criminais, adicionando o racismo no Código Disciplinar das Associações Membro da Fifa.
Na prática, ações racistas seriam diferenciadas de outros acidentes, aplicando punições específicas e severas.
“Vamos pausar, suspender e abandonar os jogos em caso de racismo, introduzindo um gesto padrão global para que os jogadores comuniquem incidentes racistas e os julgados sinalizem a implementação do procedimento de três etapas”, afirmou Mattias Grafstrom.
O gesto que ele se refere envolve os atletas levantando as mãos e cruzando os pulso para que o juiz da partida tome conhecimento de um caso de racismo.
Em seguida, o árbitro iniciaria o protocolo das três etapas:
Anunciar ao público o fim do preconceito.
Suspender a partida até que o crime pare.
Caso não seja paralisado, abandono da partida por completo.
“Pressionarmos pelo reconhecimento do racismo como um delito criminoso em todos os países do mundo e, onde já é considerado um delito, pressionaremos para que seja processado com a gravidade que merece”, disse Mattias.
Além das medidas punitivas, a FIFA vai promover iniciativas educacionais com unidades de ensino e governos para estabelecer uma política antirracista composta por ex-jogadores.
Vinicius Júnior
Vinicius Júnior, atacante do Real Madrid e Seleção Brasileira, protestando em campo contra o racismo I Reprodução/ Redes sociais
O melhor brasileiro em atividade e o possível melhor jogador do mundo enfrentou, pelo menos, dez casos de racismos que chegaram a virar denúncias, somente no Campeonato Espanhol.
Em nenhuma delas, clube ou torcida sofreram sanções ou medidas disciplinares. Ninguém foi punido e os jogos seguiram normalmente.
O Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol registra, além das ocorrências com atletas brasileiros no exterior, episódios em solo brasileiro.
Desde 2014, são contabilizados casos de racismo dentro e fora de estádios para mostrar que esses fatos "não acontecem de forma esporádica, são comuns".
Veja a quantidade de casos de racismo em partidas no Brasil:
2014: 25
2015: 36
2016: 25
2017: 43
2018: 47
2019: 70
2020: 31
2021: 64
FIFA propõe abandono de partida e protocolo de três etapas em casos de racismo; vejaProposta será apresentada em uma reunião do Congresso da FIFA em Bangcoc, Tailândia, na sexta-feira (17)Mundo2024-05-16T19:29:06.209ZA FIFA, entidade máxima do futebol, apresentará uma proposta ao seu Congresso para a implementação de medidas contra casos de racismo em todas as suas 211 associações afiliadas. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira (16), em uma carta de Mattias Grafstrom, secretário-geral da instituição, para as filiais. O documento deve ser apresentado em Bangcoc, Tailândia, na sexta-feira (17). Mattias propõe novas regras, avaliações, ações em campo e possíveis acusações criminais, adicionando o racismo no Código Disciplinar das Associações Membro da Fifa. Na prática, ações racistas seriam diferenciadas de outros acidentes, aplicando punições específicas e severas. “Vamos pausar, suspender e abandonar os jogos em caso de racismo, introduzindo um gesto padrão global para que os jogadores comuniquem incidentes racistas e os julgados sinalizem a implementação do procedimento de três etapas”, afirmou Mattias Grafstrom. O gesto que ele se refere envolve os atletas levantando as mãos e cruzando os pulso para que o juiz da partida tome conhecimento de um caso de racismo. Em seguida, o árbitro iniciaria o protocolo das três etapas: “Pressionarmos pelo reconhecimento do racismo como um delito criminoso em todos os países do mundo e, onde já é considerado um delito, pressionaremos para que seja processado com a gravidade que merece”, disse Mattias. Além das medidas punitivas, a FIFA vai promover iniciativas educacionais com unidades de ensino e governos para estabelecer uma política antirracista composta por ex-jogadores. Vinicius Júnior O melhor brasileiro em atividade e o possível melhor jogador do mundo enfrentou, pelo menos, dez casos de racismos que chegaram a virar denúncias, somente no Campeonato Espanhol. Em nenhuma delas, clube ou torcida sofreram sanções ou medidas disciplinares. Ninguém foi punido e os jogos seguiram normalmente. Racismo no futebol brasileiro O Relatório Anual da Discriminação Racial no Futebol registra, além das ocorrências com atletas brasileiros no exterior, episódios em solo brasileiro. Desde 2014, são contabilizados casos de racismo dentro e fora de estádios para mostrar que esses fatos "não acontecem de forma esporádica, são comuns". Veja a quantidade de casos de racismo em partidas no Brasil: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/fifa-propoe-abandono-de-partida-e-protocolo-de-tres-etapas-em-casos-de-racismo-veja
Roberta Luchsinger rebate rótulo de lobista e cita PF
Investigada comentou documento da PF, sem valor probatório, que aponta falta de provas de que ela sabia que recursos recebidos vinham de fraude do INSS