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Falta de energia ameaça hospital pediátrico em Gaza

Bloqueio à entrada de combustível ameaça interromper funcionamento de hospital pediátrico colocando em risco bebês em incubadoras

A
Agência EFE
Forças israelenses avançam em Gaza | REUTERS/Dawoud Abu Alkas

Forças israelenses avançam em Gaza | REUTERS/Dawoud Abu Alkas

O veto israelense à entrada de combustível pode levar o único hospital pediátrico operando no norte da Faixa de Gaza a fechar "em algumas horas" devido à falta de eletricidade. A inatividade dos geradores do hospital, que faz uso do combustível para funcionar, coloca em risco a vida de bebês em incubadoras.

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"Temos um problema muito grave e crítico e não é a falta de medicamentos, nem de pessoal médico, nem de equipamentos. Estamos falando de algo básico: a eletricidade", disse à Agência EFE o pediatra Samer Lubad, responsável pela unidade de terapia intensiva neonatal do Hospital Beneficente Amigos dos Pacientes, na Cidade de Gaza.

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Segundo relatos, a última vez que o centro recebeu combustível para os motores dos geradores foi há dois meses, via Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, os motores dos equipamentos necessitam de troca de óleo a cada 15 dias.

Lubad apontou que essa situação os obrigou a dar alta prematura a bebês que não estavam em estado crítico, com o objetivo de economizar a energia existente e fazer o racionamento. Já Wafaa Nasr Atia Hajah, mãe de sete filhos, descreveu à EFE como sua filha, que estava internada há cinco dias, esteve a ponto de morrer no domingo, após sofrer uma bronquite e não ser possível conectar o nebulizador durante um corte de luz.

Segundo o hospital, as autoridades israelenses estão há meses bloqueando a entrada de combustível em Gaza. No mercado local, cada galão de óleo de motor pode custar mais de US$ 1.000, tornando o insumo inacessível.

Segundo o palestino Ahmed Ishhada, responsável administrativo do hospital, um dos geradores está fora de serviço devido à falta de lubrificante e informou que, há cinco dias, a equipe é obrigada a desligar os geradores por cerca de 10 horas ao dia. Alguns serviços da instituição, como laboratório, radiologia e a área de triagem e emergência, deixam de funcionar.

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