EUA: Suprema Corte mantém direito à cidadania por nascimento
Decisão impõe derrota ao governo Trump na política de imigração; ordem poderia alterar situação jurídica de 250 mil bebês por ano, estimam especialistas
Emanuelle Menezes, com informações da Reuters
30/06/2026, 15:04 • Atualizado em 30/06/2026, 15:05
compartilhar
Suprema Corte dos EUA, em Washington | REUTERS/Kevin Mohatt
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira (30) a tentativa do presidente Donald Trump de restringir o direito à cidadania por nascimento, mantendo bloqueada a ordem executiva que limitava o benefício a filhos de cidadãos americanos ou de residentes permanentes legais.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A decisão, tomada por 6 votos a 3, representa uma nova derrota para Trump na mais alta Corte do país e preserva um direito garantido pela 14ª Emenda da Constituição dos EUA, que assegura cidadania a praticamente todas as pessoas nascidas em território norte-americano.
Na prática, a regra atingiria filhos de imigrantes em situação irregular e também de estrangeiros com vistos temporários, como turistas, estudantes e trabalhadores.
Antes do julgamento, especialistas estimavam que a ordem executiva poderia alterar a situação jurídica de cerca de 250 mil bebês nascidos a cada ano nos Estados Unidos.
Além disso, milhões de famílias poderiam ser obrigadas a comprovar o status migratório dos pais para garantir o reconhecimento da cidadania dos filhos.
A ordem determinava que crianças nascidas nos Estados Unidos deixariam de receber automaticamente a cidadania caso nenhum dos pais fosse cidadão americano ou residente permanente – titular do chamado green card.
Ao analisar o caso, os ministros mantiveram a decisão de instâncias inferiores que haviam suspendido a medida por considerá-la incompatível com a Constituição.
O principal argumento dos autores das ações é que a ordem viola a 14ª Emenda, que garante cidadania a todas as pessoas nascidas nos Estados Unidos e sujeitas à jurisdição do país.
A interpretação também é respaldada por um importante precedente da Suprema Corte, o caso United States v. Wong Kim Ark, de 1898, que reconheceu o direito à cidadania de um filho de imigrantes chineses nascido em território americano.
EUA: Suprema Corte mantém direito à cidadania por nascimentoDecisão impõe derrota ao governo Trump na política de imigração; ordem poderia alterar situação jurídica de 250 mil bebês por ano, estimam especialistasMundo2026-06-30T15:04:47.504ZA nesta terça-feira (30) a tentativa do presidente Donald Trump de restringir o direito à cidadania por nascimento, mantendo bloqueada a ordem executiva que limitava o benefício a filhos de cidadãos americanos ou de residentes permanentes legais. A decisão, tomada por 6 votos a 3, representa uma nova derrota para Trump na mais alta Corte do país e preserva um direito garantido pela 14ª Emenda da Constituição dos EUA, que assegura cidadania a praticamente todas as pessoas nascidas em território norte-americano. Na prática, a regra atingiria filhos de imigrantes em situação irregular e também de estrangeiros com vistos temporários, como turistas, estudantes e trabalhadores. Antes do julgamento, especialistas estimavam que a ordem executiva poderia alterar a situação jurídica de cerca de 250 mil bebês nascidos a cada ano nos Estados Unidos. Além disso, milhões de famílias poderiam ser obrigadas a comprovar o status migratório dos pais para garantir o reconhecimento da cidadania dos filhos. O que previa a ordem de Trump? A , no primeiro dia de seu novo mandato, como parte do pacote de endurecimento da política migratória. A ordem determinava que crianças nascidas nos Estados Unidos deixariam de receber automaticamente a cidadania caso nenhum dos pais fosse cidadão americano ou residente permanente – titular do chamado green card. Ao analisar o caso, os ministros mantiveram a decisão de instâncias inferiores que haviam suspendido a medida por considerá-la incompatível com a Constituição. O principal argumento dos autores das ações é que a ordem viola a 14ª Emenda, que garante cidadania a todas as pessoas nascidas nos Estados Unidos e sujeitas à jurisdição do país. A interpretação também é respaldada por um importante precedente da Suprema Corte, o caso United States v. Wong Kim Ark, de 1898, que reconheceu o direito à cidadania de um filho de imigrantes chineses nascido em território americano. Esta é a segunda grande derrota do governo Trump na Suprema Corte em 2026. Em fevereiro, os adotada pelo presidente.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-suprema-corte-mantem-direito-a-cidadania-por-nascimento