EUA e mais dez países latinos rechaçaram “categoricamente" o reconhecimento de vitória de Maduro
Governos dizem que Tribunal Supremo de Justiça e Conselho Nacional Eleitoral venezuelanos não são independentes ou imparciais
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SBT News
23/08/2024, 17:21 • Atualizado em 23/08/2024, 17:21
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Segundo a autoridade eleitoral local, comandada por aliados, Maduro venceu por 51% dos votos válidos | Marcelo Camargo/Agência Brasil
Estados Unidos, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e mais seis países rechaçaram "categoricamente", em comunicado conjunto nesta sexta-feira (23), o reconhecimento da reeleição de Nicolás Maduro pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela. Na quinta-feira (22), a Corte local reconheceu o resultado proclamado por Maduro na eleição de 28 de julho.
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Distanciando-se das solicitações internacionais, o TSJ, respaldado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE, o equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral brasileiro), não apresentou a contagem dos votos. “A não publicação das atas e a subsequente recusa em realizar uma auditoria imparcial e independente" foi a principal justificativa dos países que contestam a manifestação da Corte eleitoral.
“A Missão Internacional Independente para Determinar os Fatos sobre a República Bolivariana da Venezuela alertou sobre a falta de independência e imparcialidade de ambas as instituições, tanto a CNE como o TSJ”, apontou a nota do governo uruguaio. Assinam o documento, além dos já citados, também: Costa Rica, Equador, Guatemala, Panamá, Peru e República Dominicana.
“Continuaremos a insistir no respeito pela expressão soberana do povo venezuelano que se pronunciou de forma pacífica e contundente [...] no mesmo sentido, manifestamos a nossa profunda preocupação e repúdio às violações dos Direitos Humanos perpetradas contra cidadãos que exigem pacificamente o respeito ao voto dos cidadãos e o restabelecimento da democracia”, afirma o comunicado.
O Brasil ainda não se manifestou após a sentença do TSJ, e, ao que tudo indica, deve fazer um comunicado conjunto com a Colômbia sobre a decisão. Mas também não reconheceu o pleito e ainda aguarda a publicação das atas.
Já o porta-voz adjunto do Departamento de Estado norte-americano, Vedant Patel, afirmou em nota separada que a decisão proferida nesta quinta (22) “carece de credibilidade, dada a evidência esmagadora de que González [principal opositor de Maduro] recebeu a maioria dos votos”. Disse que o momento é para que partidos políticos iniciem uma transição “respeitosa e pacífica de acordo com a lei”.
“Tentativas contínuas de alegar vitória de forma fraudulenta para Maduro só vão exacerbar a crise em andamento. Os Estados Unidos pedem que Maduro liberte aqueles que foram detidos por exercerem seu direito à liberdade de expressão”, escreve Patel em nota oficial.
Afirmou ainda que o país norte-americano está "pronto" para "apoiar um processo inclusivo, liderado pela Venezuela, para restabelecer as normas democráticas".
EUA e mais dez países latinos rechaçaram “categoricamente" o reconhecimento de vitória de MaduroGovernos dizem que Tribunal Supremo de Justiça e Conselho Nacional Eleitoral venezuelanos não são independentes ou imparciais Mundo2024-08-23T17:21:58.647ZEstados Unidos, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e mais seis países rechaçaram "categoricamente", em comunicado conjunto nesta sexta-feira (23), o reconhecimento da reeleição de Nicolás Maduro pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela. Na quinta-feira (22), a Corte local reconheceu o resultado proclamado por Maduro na eleição de 28 de julho. Distanciando-se das solicitações internacionais, o TSJ, respaldado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE, o equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral brasileiro), não apresentou a contagem dos votos. “A não publicação das atas e a subsequente recusa em realizar uma auditoria imparcial e independente" foi a principal justificativa dos países que contestam a manifestação da Corte eleitoral. “A Missão Internacional Independente para Determinar os Fatos sobre a República Bolivariana da Venezuela alertou sobre a falta de independência e imparcialidade de ambas as instituições, tanto a CNE como o TSJ”, apontou a nota do governo uruguaio. Assinam o documento, além dos já citados, também: Costa Rica, Equador, Guatemala, Panamá, Peru e República Dominicana. “Continuaremos a insistir no respeito pela expressão soberana do povo venezuelano que se pronunciou de forma pacífica e contundente [...] no mesmo sentido, manifestamos a nossa profunda preocupação e repúdio às violações dos Direitos Humanos perpetradas contra cidadãos que exigem pacificamente o respeito ao voto dos cidadãos e o restabelecimento da democracia”, afirma o . O Brasil ainda não se manifestou após a sentença do TSJ, e, ao que tudo indica, deve fazer um comunicado conjunto com a Colômbia sobre a decisão. Mas também não reconheceu o pleito e ainda aguarda a publicação das atas. Já o porta-voz adjunto do Departamento de Estado norte-americano, Vedant Patel, afirmou em nota separada que a decisão proferida nesta quinta (22) “carece de credibilidade, dada a evidência esmagadora de que González [principal opositor de Maduro] recebeu a maioria dos votos”. Disse que o momento é para que partidos políticos iniciem uma transição “respeitosa e pacífica de acordo com a lei”. “Tentativas contínuas de alegar vitória de forma fraudulenta para Maduro só vão exacerbar a crise em andamento. Os Estados Unidos pedem que Maduro liberte aqueles que foram detidos por exercerem seu direito à liberdade de expressão”, escreve Patel em . Afirmou ainda que o país norte-americano está "pronto" para "apoiar um processo inclusivo, liderado pela Venezuela, para restabelecer as normas democráticas". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/estado-unidos-e-mais-dez-paises-latinos-rechacaram-categoricamente-o-reconhecimento-de-vitoria-a-maduro
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