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Entenda a decisão da Fifa que permitiu Balogun jogar oitavas

Entidade afirma que suspensão não foi anulada, apenas teve a execução suspensa com base no Código Disciplinar

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Uefa criticou a decisão da Fifa de suspender a punição por cartão vermelho de Folarin Balogun | Darren Yamashita-Imagn Images

Uefa criticou a decisão da Fifa de suspender a punição por cartão vermelho de Folarin Balogun | Darren Yamashita-Imagn Images

O Comitê Disciplinar da Fifa se pronunciou nesta segunda-feira (6) sobre o caso envolvendo o atacante dos Estados Unidos Folarin Balogun e negou qualquer interferência política na decisão que permitiu ao jogador atuar nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

A polêmica começou após a entidade suspender a execução da punição automática de um jogo aplicada ao atacante dos Estados Unidos, expulso na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina. Com a decisão, Balogun ficou liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.

No comunicado, a Fifa esclareceu que não anulou a expulsão aplicada em campo. O ponto central da decisão foi a aplicação do Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa.

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Segundo a entidade, apenas a execução da suspensão automática foi suspensa por um período probatório de um ano. Na prática, Balogun permaneceu punido, mas não precisou cumprir a suspensão imediatamente. Sem essa decisão excepcional do Comitê Disciplinar, o atacante estaria automaticamente impedido de atuar contra a Bélgica.

"O Comitê Disciplinar da FIFA não anulou a expulsão em campo do Sr. Balogun, mas sim manteve a suspensão de um jogo imposta ao Sr. Balogun em decorrência do cartão vermelho que ele recebeu em 1º de julho de 2026. O Comitê Disciplinar da FIFA apenas decidiu sobre as sanções disciplinares adicionais a serem impostas após o cartão vermelho.", diz trecho.

O que prevê o Artigo 27?

A Fifa afirma que o Artigo 27 concede ao Comitê Disciplinar a prerrogativa de suspender a execução de sanções disciplinares. Segundo a entidade, não existe nenhuma regra que impeça o órgão de utilizar esse mecanismo, que já teria sido aplicado anteriormente durante as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.

A entidade também informou que a decisão levou em consideração "todas as circunstâncias específicas" do caso, embora não tenha detalhado quais fatores motivaram a medida. Apesar da liberação para atuar, Balogun não foi absolvido.

Veja os trechos do comunicado na íntegra

"Em primeiro lugar, o Comitê Disciplinar da FIFA (assim como qualquer outro órgão judicial da FIFA) é independente, conforme previsto nos Estatutos da FIFA e no Código Disciplinar da FIFA. Os presidentes, vice-presidentes e demais membros dos órgãos judiciais da FIFA atendem aos critérios de independência definidos no Regulamento de Governança da FIFA para garantir sua imparcialidade."

"Em conformidade com o Artigo 27 do CDF, o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu suspender, por um período probatório de um (1) ano, a aplicação da suspensão automática de jogos imposta nos termos do Artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA e do Artigo 10.5 do Regulamento da Copa do Mundo da FIFA 26™. A referida suspensão da aplicação foi decidida considerando todas as circunstâncias específicas que envolveram o incidente e as provas disponíveis."

"De acordo com o Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, o Comitê Disciplinar da FIFA tem a prerrogativa de suspender a aplicação de quaisquer medidas disciplinares, desde que não estejam relacionadas à manipulação de resultados — o que, obviamente, não ocorreu neste caso. Cabe acrescentar que a aplicação do Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA não é inédita, visto que decisões semelhantes já foram proferidas durante as Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA de 2026."

Infantino admite conversa com Trump

Também nesta segunda-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que recebeu uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas negou qualquer influência política sobre o julgamento.

Segundo Infantino, a conversa ocorreu dentro da normalidade e ele explicou ao presidente americano que o caso estava sendo analisado por órgãos independentes da entidade.

"Recebi uma ligação do presidente Donald Trump, assim como recebo ligações de chefes de Estado e outras autoridades. Expliquei que havia um processo legal em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido pelos órgãos competentes."

O dirigente acrescentou que respeita integralmente as decisões das instâncias independentes da Fifa, independentemente de concordar ou não com o resultado.

Bélgica teve recurso rejeitado

A Federação Belga de Futebol (RBFA) recorreu da decisão que liberou Balogun para atuar nas oitavas de final, mas teve o pedido considerado inadmissível pelo Comitê de Apelação da Fifa.

Segundo a entidade belga, até o momento ela não recebeu a fundamentação completa da decisão e estuda levar o caso à Corte Arbitral do Esporte (CAS).

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