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Emmanuel Macron lamenta morte de Brigitte Bardot: 'Lenda do século'

Ícone do cinema francês morreu aos 91 anos; falecimento foi comunicado pela fundação que leva o nome da artista

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Brigitte Bardot | Reprodução/Brigitte Bardot Foundation
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O presidente francês Emmanuel Macron lamentou neste domingo (28) a morte da atriz francesa Brigitte Bardot, que tinha 91 anos. O falecimento foi comunicado pela fundação que leva o nome da artista. O mandatário afirmou que Bardot é uma "lenda do século".

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"Seus filmes, sua voz, sua fama deslumbrante, suas iniciais, suas tristezas, sua generosa paixão pelos animais, seu rosto que se tornou Marianne – Brigitte Bardot personificou uma vida de liberdade. Uma existência francesa, um brilho universal. Ela nos tocou. Lamentamos a perda de uma lenda do século", disse em publicação no X.

Na postagem, Macron relembrou que a atriz serviu de modelo para um busto de Marianne, a personificação da República Francesa, no final da década de 1960.

Brigitte Bardot

Brigitte Bardot em 'O Desprezo' (1963) | Reprodução/IMDb
Brigitte Bardot em 'O Desprezo' (1963) | Reprodução/IMDb

Nascida em Paris em 28 de setembro de 1934, Bardot cresceu em uma família de classe média alta. Ela se descrevia como uma criança tímida e insegura que "usava óculos e tinha cabelos sem brilho".

Aos 15 anos, ela estampou a capa da revista Elle, dando início a uma carreira de modelo que logo a levou ao cinema.

Bardot alcançou fama internacional dançando mambo descalça em "E Deus Criou a Mulher", com seus cabelos despenteados e energia intensa irradiando um magnetismo sexual raramente visto antes no cinema convencional.

Com apenas 21 anos, ela escandalizou os censores e cativou o público. Sua atuação de espírito livre no filme de 1956, dirigido por seu marido Roger Vadim, marcou uma ruptura decisiva com as heroínas recatadas da era anterior.

Bardot tornou-se um símbolo da França das décadas de 1950 e 60.

Paralelamente à carreira de atriz, Bardot teve uma carreira musical de sucesso. Suas colaborações com o cantor e compositor Serge Gainsbourg, incluindo a erótica "Je t'aime ... moi non plus" ("Eu te amo... Eu também não"), renderam tanto aclamação quanto controvérsia.

Bardot fez o último de seus 42 filmes em 1973. Desiludida com a indústria, ela declarou o mundo do cinema "podre" e abandonou a vida pública, se estabelecendo no balneário francês de Saint-Tropez, onde encontrou refúgio entre os animais e a paisagem mediterrânea. Ali, a atriz iniciou uma defesa apaixonada do bem-estar animal.

Sua devoção aos animais tornou-se lendária. Em 1986, ela fundou a Brigitte Bardot Foundation (Fundação Brigitte Bardot), leiloando lembranças pessoais para arrecadar fundos para a causa.

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