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El Niño pode ter intensidade sem precedentes, alerta ONU

Fenômeno, que deve atingir seu pico em dezembro, vai causar secas em algumas regiões e inundações em outros territórios

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SBT News, com informações da Reuters
Tempestade tropical Rachel, impulsionada pelo El Niño, atinge o calçadão de Long Beach, na Califórnia | David Swanson/Reuters

Tempestade tropical Rachel, impulsionada pelo El Niño, atinge o calçadão de Long Beach, na Califórnia | David Swanson/Reuters

O El Niño de 2026 pode ter uma intensidade sem precedentes e ultrapassar os padrões observados nas últimas quatro décadas. O alerta foi feito nesta quarta-feira (21) por Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão subordinado às Nações Unidas.

De acordo ela, o fenômeno deve levar uma onda de calor para algumas regiões e abalar os padrões de chuva, provocando uma seca severa. Em outros territórios, ele pode causar inundações.

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🔎O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. Ele altera temporariamente a distribuição de umidade e calor no planeta, afetando principalmente as regiões tropicais, localizadas entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio.

Em setembro, a secretária-geral da OMM já havia alertado que este El Niño causaria um grande impacto nas comunidades, economias e cadeias de suprimentos em todo o mundo. "Muitos setores serão afetados: agricultura, comércio, pesca, saúde, energia, transporte, recursos hídricos, gestão de desastres, para citar apenas alguns", disse Celeste em um comunicado.

Na ocasião, ela lembrou que o poderoso El Niño de 2023/2024 contribuiu para que 2024 fosse o ano mais quente já registrado e que seria uma surpresa se esse recorde for quebrado em 2026.

Segundo a Atualização Climática Sazonal Global mensal publicada pela OMM no início do mês, o El Niño vai continuar a se intensificar até atingir seu pico em dezembro deste ano. Por conta do fenômeno, as temperaturas superficiais no Oceano Pacífico tropical central e oriental podem chegar a níveis recordes, ficando 3,7 graus Celsius acima do normal para o período.

O Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago descreveu o fenômeno desse ano como um “Super El Niño”. Um relatório produzido pelo grupo de pesquisa alertou que o Brasil deve ser o país da América Latina mais afetado. De acordo com o estudo, o calor extremo pode causar 13,3 mil mortes no país, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

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