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Depois de Espanha, Irlanda e Noruega, Parlamento da Eslovênia reconhece Estado da Palestina

Governo pediu que Israel restabeleça o diálogo com autoridades palestinas para garantir a coexistência pacífica das nações

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Camila Stucaluc
05/06/2024, 07:22 • Atualizado em 05/06/2024, 14:09
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Reconhecimento da Palestina foi proposto pelo primeiro-ministro da Eslovênia, Robert Golob | Divulgação/parlamento

Reconhecimento da Palestina foi proposto pelo primeiro-ministro da Eslovênia, Robert Golob | Divulgação/parlamento

O Parlamento da Eslovênia aprovou, na noite de terça-feira (4), o reconhecimento da Palestina como um Estado independente e soberano. A medida, proposta pelo primeiro-ministro Robert Golob, acontece duas semanas após os governos da Espanha, Irlanda e Noruega também reconhecerem o território palestino como Estado.

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Pelas redes sociais, Golob comemorou a decisão e disse que a medida enviará esperança ao povo palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza – reconhecidas como parte da Palestina. "O nosso reconhecimento da Palestina não é nem de longe uma questão de acaso. Isso estava sendo preparado pelo governo desde fevereiro", disse ele.

Com o reconhecimento, os parlamentares também afirmaram que esperam medidas positivas tanto do lado israelense como palestino para estabelecer condições para as negociações de paz. O diálogo, segundo o grupo, seria o único caminho para uma coexistência pacífica e duradoura das duas nações.

Apesar da aprovação, a oposição ao governo se manifestou contra o reconhecimento da Palestina, dizendo que a proposta deveria ter sido tema de um referendo. Para eles, esse não é o melhor momento para o reconhecimento, uma vez que a medida pode favorecer o grupo terrorista Hamas, atualmente em guerra contra Israel em Gaza.

Os demais parlamentares, no entanto, argumentaram que a violência do Hamas não justifica a punição coletiva dos palestinos e que o grupo deveria ser visto separado do território. “A violência do Hamas, apesar do seu horror e natureza desprezível, não justifica a punição coletiva dos palestinianos. É necessário distinguir entre o povo palestiniano e as suas legítimas aspirações ao seu próprio Estado”, defenderam.

Palestina como Estado

A Palestina ainda não é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um Estado. Isso se deve a uma série de fatores, incluindo a falta da definição de um território, já que Israel segue presente em áreas reservadas para os palestinos, como a Cisjordânia. A falta de apoio de superpotências, como os Estados Unidos, também tem influência.

Apesar disso, mais de 70% dos membros da Assembleia Geral da ONU reconhecem a Palestina como um Estado independente e soberano, em vez de "entidade observadora não membro". Entre eles está o Brasil, que reconheceu a definição em dezembro de 2010, no fim do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os últimos reconhecimentos foram criticados por Israel, que afirmou que a decisão mina o direito do país à autodefesa e os esforços para recuperar os 128 reféns detidos pelo Hamas no dia 7 de outubro de 2023. Em resposta à Iralda e Noruega, por exemplo, o governo ordenou a retirada imediata de seus embaixadores nos países.

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