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Coreia do Norte exibe míssil capaz de atingir os EUA

Presidente americano, Donald Trump diz que pode encontrar Kim Jong-un em sua visita à Ásia em novembro

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André de Sena, com informações da Reuters
O líder norte-coreano, Kim Jong Un , profere um discurso durante uma visita à Universidade Kim Il Sung para comemorar o 80º aniversário de sua fundação, em Pyongyang |KCNA via Reuters

O líder norte-coreano, Kim Jong Un , profere um discurso durante uma visita à Universidade Kim Il Sung para comemorar o 80º aniversário de sua fundação, em Pyongyang |KCNA via Reuters

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, exibiu um míssil balístico intercontinental capaz de atingir os Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (13) pela agência de notícias estatal KCNA.

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O míssil Hwasong-20 está exposto no Museu da Revolução da Defesa da Coreia do Norte, que foi inaugurado no domingo (9). O local foi visitado por Kim Jong-un. Ele estava acompanhado de sua esposa Ri Sol-ju e sua filha, Kim Ju-ae. Na ocasião, ele disse que o armamento do país "será desenvolvido e aprimorado de forma mais rigorosa."

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A informação a respeito do míssil foi divulgada pelo regime norte-coreano um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que existe a possibilidade de se encontrar com Kim durante a viagem que fará à Ásia em novembro para participar da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na cidade chinesa de Shenzhen.

"A exposição parece ter como objetivo destacar as conquistas do programa de desenvolvimento científico de defesa de Kim", disse o analista Shin Jong-woo, Secretário-Geral do Fórum de Defesa e Segurança da Coreia. "Deu a impressão de propaganda destinada a obter uma vantagem estratégica antes de uma possível cúpula entre a Coreia do Norte e os EUA", completou.

Na segunda-feira (12), o exército da Coreia do Sul informou que os norte-coreanos lançaram múltiplos mísseis balísticos em direção ao mar. Este foi o quarto lançamento de Pyongyang em apenas um mês. Esses exercícios militares são uma resposta ao recente teste de um míssil hipersônico realizado por Seul.

Horas após os lançamentos realizados por Pyongyang, o Comando do Pacífico dos Estados Unidos comunicou que os lançamentos de mísseis não representaram uma ameaça imediata ao pessoal, ao território ou aos aliados norte-americanos.

Japão se posiciona

O Japão também se manifestou a respeito dos lançamentos de mísseis feitos pela Coreia do Norte. Tóquio adotou um tom mais ríspido que Washington.

O ministro de Estado da Defesa japonês, Takashi Koyari, disse que os lançamentos ameaçam a paz e a segurança da região e da comunidade internacional, além de violarem resoluções do Conselho de Segurança da ONU, constituindo "um grave problema que afeta a segurança do povo japonês."

"O Japão apresentou um forte protesto à Coreia do Norte por meio de canais diplomáticos, através da Embaixada do Japão em Pequim, e condenou veementemente essa ação", afirmou Takashi.

"O Ministério da Defesa continuará a trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e outros parceiros, e dedicará todos os seus esforços à coleta de informações, análise e atividades de vigilância, a fim de salvaguardar a vida e o patrimônio do povo japonês", completou.

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