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Rússia diz seguir com conversas sobre cessar-fogo energético

Ucrânia não realizou ataques contra infraestrutura de energia por dois dias, mas afirma que Moscou não cumpriu sua parte do acordo

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SBT News, com informações da Reuters
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Reprodução

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Reprodução

O Kremlin afirmou nesta terça-feira (13) que os contatos sobre um cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia seguem em andamento, mas não especificou com qual país Moscou estava dialogando a respeito.

O governo russo também negou que o acordo firmado com os Estados Unidos para permitir as exportações de diesel produzido na Rússia seja uma tentativa de levar Moscou de volta às negociações por uma resolução para o conflito com a Ucrânia, que se arrasta desde fevereiro de 2022.

"Não vejo nenhuma ligação direta aqui. Na verdade, esta é uma área de cooperação russo-americana muito benéfica para ambos os lados. Ela atende aos interesses dos Estados Unidos, aos interesses dos mercados globais de energia e aos interesses da Rússia. É por isso que isso está acontecendo", disse o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov durante uma coletiva de imprensa.
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Também nessa terça-feira (13), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que seu país suspendeu os ataques a refinarias de petróleo e outros alvos de infraestrutura energética da Rússia por dois dias, mas que Moscou não cumpriu sua parte do acordo anunciado no domingo (11) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Durante esse período, os russos atacaram tanto nossas instalações de energia quanto nossa infraestrutura crítica, enviando sinais absolutamente claros de que não têm intenção de abster-se de ataques contra a Ucrânia”, escreveu Zelensky em uma postagem na rede social X.

Ataques com drones

Na noite de segunda-feira (12), uma onda de ataques com drones atingiu a cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, provocando incêndios e ferindo pelo menos 22 moradores.

Equipes de emergência trabalharam durante toda a noite para resgatar pessoas que ficaram presas nos escombros. Através de uma mensagem no Telegram, o prefeito Ihor Terekhov informou que os restos mortais de três vítimas foram recuperados.

Os ataques com drones continuaram nessa terça-feira (13). Nas proximidades de Lviv, três casas foram incendiadas.

"A casa está completamente destruída: não sobrou uma única janela ou porta. Tudo está encharcado e alagado. Os carros foram completamente destruídos pelo fogo", disse o morador Oleksandr Zubkevich.

Também nessa terça-feira (13), a Rússia realizou um ataque contra uma instituição de ensino na cidade de Rivne, no oeste da Ucrânia, deixando pelo menos 25 pessoas feridas.

Apreensão de navio

Embora os Estados Unidos tenham afrouxado as sanções para comprar petróleo da Rússia, os países-membros da União Europeia continuam a pressionar Moscou. Na segunda-feira (12), militares franceses apreenderam um petroleiro pertencente à frota fantasma russa que navegava sob a bandeira do Benim.

A embarcação foi capturada no Oceano Índico, a cerca de 830 quilômetros ao sul da Ilha da Reunião, que pertence à França. "Esta ação, realizada em conformidade com o direito marítimo internacional, demonstra nossa determinação em defender o Estado de Direito e combater todo o tráfico ilícito, onde quer que ocorra", escreveu o presidente francês Emmanuel Macron em uma postagem na rede social X.

Segundo a agência de notícias estatal russa RIA, o governo russo encarou a apreensão do navio como um ato de "pirataria" e afirmou estar tentando determinar se havia cidadãos russos entre a tripulação.

Esse é pelo menos o quinto petroleiro ligado à Rússia a ser capturado pela França. De acordo com dados de rastreamento de navios fornecidos pela empresa LSEG, o navio estava parcialmente carregado e foi visto pela última vez em Madagascar.

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