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Confederação Africana de Futebol declara apoio a Infantino

Entidade que reúne 54 das 211 federações filiadas à Fifa se posiciona a favor da reeleição do dirigente suíço

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André de Sena, com informações da Reuters
Presidente da Fifa Gianni Infantino | Kacper Pempel/Reuters

Presidente da Fifa Gianni Infantino | Kacper Pempel/Reuters

A Confederação Africana de Futebol (CAF) prometeu nesta quinta-feira (8) apoio incondicional a Gianni Infantino na eleição em que ele vai tentar se reeleger como presidente da Fifa. O processo eleitoral está previsto para ocorrer durante o 77º da entidade, marcado para 18 de março de 2027.

A promessa de apoio da entidade que reúne as federações de 54 países africanos ocorreu durante um simpósio em Cabo Verde. No evento, Infantino prometeu encaminhar mais recursos financeiros para o continente africano.

"Há uma decisão unânime das 54 federações membros da CAF de apoiar incondicionalmente Gianni como presidente da Fifa”, disse o presidente da Confederação, o sul-africano Patrice Motsepe. “Isso se deve à trajetória e ao apoio que Gianni tem dado ao futebol africano”, completou.
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A Uefa, entidade que cuida do futebol europeu, deu início a um movimento político para tirar Infantino do poder depois que o dirigente suíço de 56 anos tentou colocar em prática um plano para criar uma empresa de capital aberto, a Fifa Forward Enterprises, para administrar a Copa do Mundo e vender suas ações a investidores privados. A proposta foi mal recebida no mundo do futebol.

O principal opositor de Infantino é Aleksander Čeferin, esloveno de 58 anos que preside a Uefa. Ele já deixou claro publicamente que sua intenção é buscar mais um mandato na entidade europeia, o que descarta a possibilidade de concorrer à presidência da Fifa. Mesmo assim, ele tenta encontrar um candidato para fazer frente ao dirigente suíço. Para isso, tem o apoio das confederações da América do Norte (Concacaf) e da Ásia (AFC).

Também nessa quinta-feira (8), o ex-jogador da seleção suíça Ramon Vega, de 55 anos, anunciou sua intenção de se candidatar. Para isso, o ex-zagueiro, que defendeu clubes como Tottenham, da Inglaterra, e Cagliari, da Itália, precisa do apoio de pelo menos cinco federações nacionais. Ainda não está claro se a Uefa se posicionará a seu favor. O prazo para a apresentação das candidaturas termina em 18 de novembro.

Processo eleitoral

Se apenas Infantino estiver apto a disputar o cargo, o Congresso deve confirmar sua eleição sem a necessidade de votação, como ocorreu nas duas vezes que o suíço se reelegeu, em 2019 e 2023.

Em um cenário no qual haja um candidato de oposição, cada uma das 211 federações filiadas à Fifa tem direito a um voto. Os votos de todos os participantes têm o mesmo peso, independentemente de sua tradição ou força esportiva. Desta forma, a influência que Brasil ou Espanha podem exercer na votação é a mesma que de países de pouca expressão no futebol, como Fiji e Botsuana.

Infantino assumiu o comando da Fifa em 2016, quando Joseph Blatter renunciou ao cargo de presidente após ser centro de um escândalo de corrupção. Naquele ano, foi aprovada uma reforma de governança determinando que uma mesma pessoa pode exercer no máximo três mandatos de quatro anos, totalizando doze anos à frente da entidade.

Caso Infantino seja reeleito, ele vai ficar 15 anos na presidência, por conta de uma brecha jurídica em seu primeiro mandato, que acabou não entrando na contagem oficial.

Se esse cenário se concretizar, a Uefa ainda possui mais uma forma de tentar derrubar Infantino: a via judicial. Pensando nisso, a entidade europeia solicitou à Justiça do estado americano da Flórida que as filiais da FIFA nos Estados Unidos cedam uma série de documentos relacionados à Fifa Forward Enterprises.

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