Colômbia decide eleição presidencial neste domingo (21)
Senador Iván Cepeda, candidato da esquerda, e o advogado Abelardo de La Espriella, da direita, disputam 2º turno acirrado

Iván Cepeda e Aberlardo de La Espriella tiveram 40,9% e 43,7% dos votos válidos, respectivamente, no primeiro turno das eleições | Reprodução
A Colômbia realiza, neste domingo (21), o segundo turno da eleição presidencial. O senador Iván Cepeda, candidato da esquerda e do atual presidente Gustavo Petro, e o advogado Aberlardo de La Espriella, da direita, disputam o governo do país pelos próximos quatro anos, em um pleito acirrado.
Cerca de 41 milhões de eleitores colombianos estão aptos a votar, porém, nem todos devem indicar um candidato, já que o voto não é obrigatório no país. No primeiro turno, realizado em 31 de maio, a abstenção chegou a 42%. Nesta etapa, de La Espriella recebeu 43,7% dos votos válidos e Cepeda, 40,9%.
Aos 47 anos, o representante da direita concorre pela primeira vez a um cargo público. Com o apoio declarado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Aberlardo de La Espriella recebeu o apelido de "El Tigre" (em português, "O Tigre) e tem a pauta da segurança pública como principal bandeira.
Já Iván Cepeda, de 63 anos, ocupa uma cadeira no parlamento colombiano e é aliado do governo Petro. O senador é conhecido como um defensor dos direitos humanos e do processo de paz na Colômbia.
Os dois candidatos têm pela frente o desafio de governar o segundo maior país da América do Sul, atrás apenas do Brasil, com cerca de 54 milhões de habitantes. A violência urbana, os atentados e confrontos sangrentos entre guerrilhas dominaram os debates durante a campanha eleitoral.
Em abril, um ataque bomba deixou ao menos vinte mortos no departamento de Cauca. No fim de maio, um confronto entre duas facções das extintas FARCs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) resultou na morte de 52 rebeldes na Amazônia colombiana.
Enquanto a esquerda aposta na negociação com as guerrilhas, a direita adota o discurso de encerrar imediatamente o diálogo, construir presídios de segurança máxima, bombardear acampamentos guerrilheiros e estabelecer aliança com os Estados Unidos e Israel para combater o narcotráfico.













