CIA indicou a Trump que aliados de Maduro seriam opção mais estável para governo interino na Venezuela
Relatório citado pelo WSJ avaliou que María Corina e Edmundo González teriam dificuldade para governar, o que poderia fortalecer grupos criminosos


SBT News
Uma avaliação conduzida pela Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos e apresentada ao presidente Donald Trump concluiu que integrantes de alto escalão do regime de Nicolás Maduro, incluindo a atual presidente interina, Delcy Rodríguez, estariam em melhor posição para liderar um governo temporário em Caracas e manter a estabilidade no curto prazo. A informação é do jornal The Wall Street Journal.
Segundo fontes ouvidas pela publicação, a análise foi apresentada a Trump nas últimas semanas e foi um dos fatores que influenciaram a decisão dele de apoiar a vice-presidente de Maduro, em vez da líder da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado.
O jornal revelou ainda que a avaliação foi encomendada por altos funcionários do governo norte-americano, que debateram os resultados durante discussões sobre os planos para o chamado “dia seguinte” na Venezuela. A avaliação, no entanto, não descreveu como Maduro poderia perder o poder nem defendeu sua remoção, mas buscou medir a situação interna da Venezuela caso isso ocorresse, segundo pessoas com conhecimento do documento.
De acordo com as fontes, o relatório de inteligência citou Delcy Rodríguez e outros dois altos integrantes do regime venezuelano como possíveis governantes interinos capazes de manter a ordem. Segundo o jornal, são eles o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino.
O relatório obtido pelo jornal norte-americano concluiu ainda que Edmundo González, visto pelo Ocidente como o verdadeiro vencedor da eleição de 2024, e María Corina Machado teriam dificuldades para conquistar legitimidade como líderes diante da resistência de serviços de segurança pró-regime, redes de tráfico de drogas e adversários políticos, fortalecendo assim facções militares armadas, políticos rivais e grupos criminosos dentro da Venezuela. Esses grupos, segundo a publicação, disputariam o controle do país, o que poderia levar a uma crise de segurança e dificultar o acesso ao petróleo.








