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China culpa EUA e Israel pelo fechamento do Estreito de Ormuz

País pediu que as partes envolvidas na guerra com o Irã cessem operações militares evitem um impacto ainda mais grave na economia mundial e segurança energética

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Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping | 29/06/2019/Reuters/Kevin Lamarque
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A China culpou, nesta quinta-feira (02), Israel e Estados Unidos pelo fechamento do Estreito de Ormuz durante a Guerra no Oriente Médio.

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“A causa principal da obstrução à navegação pelo Estreito de Ormuz são as ações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã", disse Mao Ning, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do país.

Ning ainda pediu que as partes envolvidas na guerra com o Irã cessem as operações militares e evitem um impacto ainda mais grave na economia mundial e na segurança energética.

"Somente por meio de um cessar-fogo e da conquista da paz e da estabilidade na região do Golfo será possível salvaguardar fundamentalmente a segurança e o bom funcionamento das rotas marítimas internacionais. Todas as partes devem envidar esforços conjuntos para reduzir a tensão e evitar que a desestabilização da região tenha um impacto ainda maior na economia global e na segurança energética, completou.

Discurso de Trump

Na noite desta quarta-feira (01), Trump afirmou em discurso que os objetivos de guerra no Irã, o que chamou de "sucesso", estão próximos de serem atingidos. Também disse que os Estados Unidos não dependem mais do petróleo da região.

As ações caíram, os preços do petróleo dispararam e o dólar se valorizou depois que Trump afirmou que as operações militares seriam intensificadas nas próximas duas a três semanas, sem oferecer um cronograma concreto para o fim das hostilidades que desencadearam o caos no fornecimento global de energia e ameaçaram levar a economia mundial a uma espiral descendente.

Milhares de pessoas foram mortas no Oriente Médio desde 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram o Irã, provocando ataques iranianos contra Israel, bases americanas e os países do Golfo, além de abrir uma nova frente de batalha no Líbano.

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