Chefe da Agência de Energia Atômica alerta para risco nuclear em ataques de Israel ao Irã
Rafael Grossi disse que um ataque à usina de Bushehr poderia desencadear uma catástrofe; estruturas em Arak foram danificadas, mas não há indícios de radiação
Marcela Guimarães
O Diretor Geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, informa o Conselho de Segurança da ONU em 20 de junho de 2025 | Reprodução AIEA/N. Luzio
Em reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira (20), o Diretor Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, afirmou que estruturas da usina nuclear de Arak, no Irã, foram danificadas pelos ataques israelenses da última quinta-feira (19).
"Como o reator não estava operacional e não continha material nuclear, nenhuma consequência radiológica é esperada", afirmou Grossi.
No entanto, ele ponderou que os ataques a instalações nucleares iranianas causaram uma "forte degradação da segurança nuclear" no país.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Grossi foi mais enfático em relação à Central Nuclear de Bushehr que, se atingida, poderá trazer consequências mais graves.
"Trata-se de uma central nuclear em funcionamento e, como tal, guarda milhares de quilos de material nuclear. Países da região já entraram em contato nas últimas horas para expressar as suas preocupações, e quero deixar absoluta e completamente claro: no caso de um ataque à Central Nuclear de Bushehr, um impacto direto poderia resultar numa libertação muito elevada de radioatividade para o ambiente", afirmou o chefe da agência da ONU.
Ainda de acordo com Grossi, se ataques de Israel desativarem as duas únicas linhas de fornecimento de energia elétrica para a usina, isso "poderia causar o derretimento do núcleo do reator", resultando em uma alta liberação de radioatividade para o meio ambiente.
"Na pior das hipóteses, ambos os cenários exigiriam ações de proteção, como evacuações e abrigos para a população ou a necessidade de tomar iodo estável, com alcance que poderia abranger distâncias de algumas a centenas de quilômetros", afirmou.
Segundo Grossi, qualquer ação contra o Reator de Pesquisa Nuclear de Teerã também poderia ter consequências graves, potencialmente para grandes áreas da capital e seus habitantes.
Chefe da Agência de Energia Atômica alerta para risco nuclear em ataques de Israel ao IrãRafael Grossi disse que um ataque à usina de Bushehr poderia desencadear uma catástrofe; estruturas em Arak foram danificadas, mas não há indícios de radiação Mundo2025-06-20T22:59:20.097ZEm reunião do Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira (20), o Diretor Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, afirmou que estruturas da usina nuclear de Arak, no Irã, foram danificadas pelos ataques israelenses da última quinta-feira (19). "Como o reator não estava operacional e não continha material nuclear, nenhuma consequência radiológica é esperada", afirmou Grossi. No entanto, ele ponderou que os ataques a instalações nucleares iranianas causaram uma "forte degradação da segurança nuclear" no país. "Embora até o momento não tenham causado vazamentos radioativos que afetem a população, existe o risco de que isso possa ocorrer". Grossi foi mais enfático em relação à Central Nuclear de Bushehr que, se atingida, poderá trazer consequências mais graves. "Trata-se de uma central nuclear em funcionamento e, como tal, guarda milhares de quilos de material nuclear. Países da região já entraram em contato nas últimas horas para expressar as suas preocupações, e quero deixar absoluta e completamente claro: no caso de um ataque à Central Nuclear de Bushehr, um impacto direto poderia resultar numa libertação muito elevada de radioatividade para o ambiente", afirmou o chefe da agência da ONU. Ainda de acordo com Grossi, se ataques de Israel desativarem as duas únicas linhas de fornecimento de energia elétrica para a usina, isso "poderia causar o derretimento do núcleo do reator", resultando em uma alta liberação de radioatividade para o meio ambiente. "Na pior das hipóteses, ambos os cenários exigiriam ações de proteção, como evacuações e abrigos para a população ou a necessidade de tomar iodo estável, com alcance que poderia abranger distâncias de algumas a centenas de quilômetros", afirmou. Segundo Grossi, qualquer ação contra o Reator de Pesquisa Nuclear de Teerã também poderia ter consequências graves, potencialmente para grandes áreas da capital e seus habitantes. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/chefe-da-agencia-de-energia-atomica-afirma-que-usina-iraniana-foi-danificada-em-ataques-de-israel