Casa Branca fez reunião secreta sobre caso Epstein, diz NYT
Reportagem do New York Times afirma que integrantes do governo Trump discutiram estratégias para lidar com a pressão por divulgação de documentos
SBT News
11/06/2026, 04:47 • Atualizado em 11/06/2026, 04:47
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O presidente dos EUA, Donald Trump | Flickr
Altos integrantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participaram de uma reunião reservada para discutir a crise provocada pelos chamados "arquivos Epstein". As informações foram reveladas em reportagem exclusiva publicada nesta quarta-feira (10) pelo "The New York Times".
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Segundo o jornal, o encontro ocorreu em 17 de julho de 2025, na Sala de Situação da Casa Branca e reuniu integrantes do núcleo político e jurídico do governo. Entre os participantes estavam o vice-presidente JD Vance, a chefe de gabinete Susie Wiles e então procuradora-geral Pam Bondi, destituída do cargo em abril.
O encontro ocorreu no mesmo dia em que o jornal "The Wall Street Journal" publicou uma reportagem sobre a relação entre Trump e Epstein, aumentando a preocupação da Casa Branca com a repercussão do tema. Segundo o "The New York Times", Trump tentou, sem sucesso, impedir a publicação por meio de contatos com executivos do grupo de mídia.
A reunião aconteceu após a divulgação de um memorando do Departamento de Justiça e do FBI sobre o caso Jeffrey Epstein. O documento afirmava que as autoridades não haviam encontrado uma suposta lista de clientes associada ao financista, o que provocou forte reação entre apoiadores de Trump e ampliou a pressão por mais transparência.
De acordo com o "The New York Times", Vance liderou a conversa e defendeu a divulgação ampla dos documentos relacionados ao caso para reduzir especulações e evitar novos desgastes políticos. O vice-presidente avaliou que o Congresso poderia acabar impondo a abertura dos arquivos e, por isso, sustentou que a Casa Branca deveria se antecipar e conduzir o processo por iniciativa própria.
Vance também teria sugerido uma entrevista com Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein condenada por tráfico sexual, para que ela esclarecesse publicamente questões ligadas ao caso. A proposta, porém, enfrentou resistência dentro do governo, já que assessores temiam uma reação negativa da opinião pública a qualquer aproximação com Maxwell.
Outros integrantes do grupo discutiram alternativas capazes de demonstrar transparência, mas sem aumentar o desgaste político de Trump. Nesse contexto, James Blair fez críticas à estratégia de comunicação adotada até então e alertou para o risco de uma eventual coletiva de imprensa sair do controle, afirmando que o grupo ainda teria muito a ajustar antes de se expor publicamente.
A alternativa vista como menos arriscada foi recorrer a tribunais federais para tentar obter a liberação de depoimentos do grande júri relacionados a investigações anteriores. O grupo acreditava haver uma probabilidade elevada de que os juízes mantivessem o sigilo desses materiais, o que permitiria ao governo deslocar para o Judiciário a responsabilidade pela eventual não divulgação dos documentos.
Em resposta a um pedido de comentário, a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, reiterou as alegações de Trump de inocência em relação a Epstein.
Ela afirmou que, ao divulgar documentos, cooperar com o Congresso e apoiar novas investigações, o presidente teria feito mais pelas vítimas do que qualquer outra pessoa.
Casa Branca fez reunião secreta sobre caso Epstein, diz NYTReportagem do New York Times afirma que integrantes do governo Trump discutiram estratégias para lidar com a pressão por divulgação de documentosMundo2026-06-11T04:47:22.140ZAltos integrantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participaram de uma reunião reservada para discutir a crise provocada pelos chamados "arquivos Epstein". As informações foram reveladas em reportagem exclusiva publicada nesta quarta-feira (10) pelo "The New York Times". Segundo o jornal, o encontro ocorreu em 17 de julho de 2025, na Sala de Situação da Casa Branca e reuniu integrantes do núcleo político e jurídico do governo. Entre os participantes estavam o vice-presidente JD Vance, a chefe de gabinete Susie Wiles e então procuradora-geral Pam Bondi, destituída do cargo em abril. + O encontro ocorreu no mesmo dia em que o jornal "The Wall Street Journal" publicou uma reportagem sobre a relação entre Trump e Epstein, aumentando a preocupação da Casa Branca com a repercussão do tema. Segundo o "The New York Times", Trump tentou, sem sucesso, impedir a publicação por meio de contatos com executivos do grupo de mídia. A reunião aconteceu após a divulgação de um memorando do Departamento de Justiça e do FBI sobre o caso Jeffrey Epstein. O documento afirmava que as autoridades não haviam encontrado uma suposta lista de clientes associada ao financista, o que provocou forte reação entre apoiadores de Trump e ampliou a pressão por mais transparência. De acordo com o "The New York Times", Vance liderou a conversa e defendeu a divulgação ampla dos documentos relacionados ao caso para reduzir especulações e evitar novos desgastes políticos. O vice-presidente avaliou que o Congresso poderia acabar impondo a abertura dos arquivos e, por isso, sustentou que a Casa Branca deveria se antecipar e conduzir o processo por iniciativa própria. Vance também teria sugerido uma entrevista com Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein condenada por tráfico sexual, para que ela esclarecesse publicamente questões ligadas ao caso. A proposta, porém, enfrentou resistência dentro do governo, já que assessores temiam uma reação negativa da opinião pública a qualquer aproximação com Maxwell. + Outros integrantes do grupo discutiram alternativas capazes de demonstrar transparência, mas sem aumentar o desgaste político de Trump. Nesse contexto, James Blair fez críticas à estratégia de comunicação adotada até então e alertou para o risco de uma eventual coletiva de imprensa sair do controle, afirmando que o grupo ainda teria muito a ajustar antes de se expor publicamente. A alternativa vista como menos arriscada foi recorrer a tribunais federais para tentar obter a liberação de depoimentos do grande júri relacionados a investigações anteriores. O grupo acreditava haver uma probabilidade elevada de que os juízes mantivessem o sigilo desses materiais, o que permitiria ao governo deslocar para o Judiciário a responsabilidade pela eventual não divulgação dos documentos. Em resposta a um pedido de comentário, a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, reiterou as alegações de Trump de inocência em relação a Epstein. Ela afirmou que, ao divulgar documentos, cooperar com o Congresso e apoiar novas investigações, o presidente teria feito mais pelas vítimas do que qualquer outra pessoa.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/casa-branca-fez-reuniao-secreta-sobre-caso-epstein-diz-nyt
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