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Carla Zambelli: Justiça da Itália autoriza segundo pedido de extradição contra ex-deputada

Corte italiana aceita pedido do Brasil e autoriza extradição de Zambelli por porte ilegal de arma nas eleições de 2022

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A Justiça da Itália autorizou, nesta quinta-feira (16), a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil no processo relacionado ao porte ilegal de arma durante as eleições de 2022. A decisão atende a um pedido apresentado pelas autoridades brasileiras.

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O caso diz respeito ao episódio ocorrido em 29 de outubro de 2022, na véspera do segundo turno eleitoral, quando a então parlamentar perseguiu armada um homem pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, após uma discussão política. Ela foi condenada pelo STF a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

Em entrevista ao SBT News, a defesa disse que este é o segundo pedido de extradição aceito pela Justiça italiana. O primeiro está ligado à investigação sobre a invasão ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Caso aconteceu nos Jardins, em São Paulo (SP), quando a deputada Carla Zambelli perseguiu homem negro com arma em punho | Reprodução
Caso aconteceu nos Jardins, em São Paulo (SP), quando a deputada Carla Zambelli perseguiu homem negro com arma em punho | Reprodução

Defesa anuncia recursos à Suprema Corte italiana

O advogado Fabio Pagnozzi, representante de Zambelli, afirmou que a decisão ainda não encerra o processo e que novos recursos serão apresentados à Suprema Corte da Itália.

De acordo com ele, a análise desses recursos pode levar entre cinco e seis meses. Durante esse período, a defesa tentará impedir a transferência da ex-deputada para o Brasil.

Situação da prisão ainda será definida

Zambelli permanece presa em Roma enquanto aguarda os próximos desdobramentos judiciais. As autoridades italianas consideraram haver risco de fuga, entendimento contestado pela defesa, que afirma existirem medidas alternativas à prisão.

"Ela jamais conseguiria fugir. Primeiro, sem dinheiro, as contas todas bloqueadas, os passaportes todos apreendidos. Então, você poderia colocar uma tornozeleira eletrônica, você poderia colocar uma viatura na frente da casa dela, onde o marido dela reside. Então, teriam várias alternativas à prisão", declarou.

O advogado também criticou o governo brasileiro: "Isso na verdade é uma pressão do governo brasileiro. Para ter uma ideia, eu fiquei sabendo sobre essa aceitação da extradição, no caso da arma, pela embaixada, ou seja, pela imprensa. A embaixada sabe antes que o advogado."

A extradição só poderá ser efetivada após o esgotamento dos recursos previstos na legislação italiana. Até lá, o processo seguirá em análise pelas instâncias superiores do Judiciário do país europeu.

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