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Câmara dos EUA aprova orçamento de US$1 trilhão para defesa

Texto segue para o Senado após votação apertada. Proposta amplia cooperação militar com Israel e enfrenta resistência dos democratas

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Reuters
Capitólio dos EUA em Washington | REUTERS/Eric Lee

Capitólio dos EUA em Washington | REUTERS/Eric Lee

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (22), a versão da Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) para o ano fiscal de 2027. O projeto autoriza um orçamento recorde de US$ 1,15 trilhão para as Forças Armadas e foi aprovado por 216 votos a 212, refletindo a forte divisão entre republicanos e democratas.

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A proposta reúne recursos para operações militares, desenvolvimento de tecnologias de defesa, compra de equipamentos e benefícios para militares. Apesar da aprovação na Câmara, o texto ainda precisa passar pelo Senado e, posteriormente, ser conciliado com a versão elaborada pelos senadores antes de seguir para sanção presidencial.

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A principal resistência veio da bancada democrata, que considera incompatível ampliar o orçamento do Pentágono enquanto o governo do presidente Donald Trump promove cortes em programas sociais.

Os parlamentares também criticaram os custos da guerra contra o Irã, que, segundo o Pentágono, já consumiu US$ 37,5 bilhões, além da inclusão de um dispositivo que amplia a cooperação em tecnologia militar entre Estados Unidos e Israel.

Para parte da oposição, a medida contraria os apelos por uma revisão do apoio norte-americano diante da guerra em Gaza e do elevado número de vítimas civis palestinas.

Já os republicanos defendem que o aumento dos investimentos é necessário para manter a capacidade militar do país em meio aos conflitos internacionais.

Projeto enfrenta cenário político mais difícil

Tradicionalmente considerada uma das poucas propostas aprovadas anualmente pelo Congresso dos Estados Unidos, a NDAA tornou-se lei por 65 anos consecutivos. Neste ano, porém, o ambiente político é considerado mais desafiador devido às divergências sobre gastos militares, conflitos internacionais, apoio à Ucrânia e a Israel e temas ligados à chamada guerra cultural.

A tramitação ganhou um novo obstáculo após os republicanos anexarem ao projeto a SAVE America Act, proposta apoiada por Donald Trump para endurecer regras eleitorais. Como os democratas já barraram a versão da NDAA apresentada no Senado e não há apoio suficiente para aprovar a legislação eleitoral na Casa, o futuro da medida permanece incerto.

Os líderes republicanos pretendem retomar as negociações antes do recesso parlamentar de agosto. Caso Câmara e Senado aprovem textos diferentes, será necessário um acordo entre as duas versões antes da votação final nas duas Casas do Congresso.

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