Brasileiro está preso nos EUA há dois meses após detenção em entrevista de visto
Matheus Silveira, de 30 anos, permanece sob custódia no Centro de Detenção de Otay Mesa, em San Diego, na Califórnia

Sofia Pilagallo
SBT Rio
Um brasileiro está preso nos Estados Unidos desde 24 de novembro de 2025 depois de ter sido detido na entrevista do visto para residência permanente do país. Matheus Silveira, de 30 anos, permanece sob custódia no Centro de Detenção de Otay Mesa, em San Diego, na Califórnia.
Em entrevista à revista americana "Newsweek", a esposa de Matheus, a americana Hannah Silveira, contou que o pedido de visto do brasileiro havia sido aprovado. Apesar disso, o casal foi surpreendido no meio da entrevista, com um policial que levantou-se abruptamente e afirmou que "havia pessoas no corredor" aguardando para falar com eles.
Antes mesmo que Matheus e Hannah chegassem à porta, quatro agentes do ICE, o serviço de imigração dos EUA, invadiram a sala onde eles estavam, encostaram o homem na parede e o prenderam. Os agentes mostraram ao casal um mandado de prisão contra o brasileiro relacionado à sua permanência no país após o vencimento do visto.
"Era o último passo antes da aprovação da residência permanente legal", afirmou Hannah à "Newsweek". "Basicamente, o que eles fazem é validar o seu casamento, sabe, garantir que você não esteja se casando apenas para obter residência permanente legal."
Segundo Hannah, em vez de ser deportado, Matheus fez um acordo de saída com os EUA que o impede de retornar ao país por dez anos. O casal morava anteriormente em San Diego, mas agora planeja recomeçar a vida no Rio de Janeiro após a libertação do brasileiro, o que pode ocorrer dentro de algumas semanas ou meses.
Hannah contou que Matheus está dormindo em um quarto com 16 homens e que passou muito tempo dormindo no chão. As autoridades também não estariam o alimentando adequadamente. Ele estaria ansioso com a viagem e teria relatado a ela a preocupação com a possibilidade de ser enviado para outro país em vez do Brasil.
O SBT contatou a Embaixada dos EUA no Brasil e o Ministério das Relações Exteriores para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Havendo manifestação, o texto será atualizado.









