Brasil teme impacto do tarifaço de Trump nas exportações e no mercado interno
Tarifas anunciadas pelos EUA começaram a valer neste sábado (5) e devem mudar o fluxo do comércio global, afetando também a indústria brasileira
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Murilo Fagundes
06/04/2025, 15:23 • Atualizado em 06/04/2025, 15:23
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Presidente dos EUA, Donald Trump | Divulgação/White House
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O tarifaço de Donald Trump anunciado nesta semana entrou em vigor neste sábado (5). Além da preocupação com as exportações brasileiras para os Estados Unidos, o Brasil teme os impactos que a mudança no comércio global pode causar no mercado interno.
A partir deste sábado, passa a valer a tarifa mínima de 10% sobre os produtos que entram nos Estados Unidos, inclusive os do Brasil. Já na próxima quarta-feira, entram em vigor taxas ainda mais altas para países que exportam mais do que importam dos Estados Unidos, como é o caso da China. A medida pode provocar um desequilíbrio na economia mundial.
Um dos setores diretamente afetados é a indústria têxtil. Os Estados Unidos importam cerca de 100 bilhões de dólares em tecidos e roupas por ano. Mais da metade desse volume vem da China e de outros países asiáticos.
Com as novas taxas impostas por Trump, é esperada uma queda bilionária nas importações. Isso deve levar países como China, Vietnã e Bangladesh a buscarem novos mercados para seus produtos manufaturados.
Um dos destinos possíveis desses produtos é o Brasil, o que acende um alerta para os produtores nacionais.
“Tem um copo que é mais vazio do que cheio no curto prazo e nós temos que tomar todas as medidas necessárias para preservar um parque produtivo que emprega mais de um milhão e trezentas mil pessoas”, alerta Fernando Pimentel, diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil.
O presidente Lula deve sancionar, na próxima semana, a Lei da Reciprocidade, que prevê retaliações em casos como esse. Mesmo assim, o governo brasileiro ainda busca saídas e segue em negociação com interlocutores da gestão Trump. A intenção é agir com cautela e evitar efeitos colaterais de um possível contragolpe aos americanos.
“A gente deve retaliar ou não? Eu acho que, em princípio, não. Se a gente for retaliar, temos que ter muita clareza do que que vai fazer e das consequências disso, não só para eles, mas para a gente. Imagine que eu retalie e diga o seguinte: agora a peça de carro vai pagar 100% de imposto. O preço do carro no Brasil, que já é caro, vai explodir”, explica William Baghdassarian, professor de economia do Ibmec.
Brasil teme impacto do tarifaço de Trump nas exportações e no mercado internoTarifas anunciadas pelos EUA começaram a valer neste sábado (5) e devem mudar o fluxo do comércio global, afetando também a indústria brasileiraMundo2025-04-06T15:23:25.138Z O tarifaço de Donald Trump anunciado nesta semana entrou em vigor neste sábado (5). Além da preocupação com as exportações brasileiras para os Estados Unidos, o Brasil teme os impactos que a mudança no comércio global pode causar no mercado interno. A partir deste sábado, passa a valer a tarifa mínima de 10% sobre os produtos que entram nos Estados Unidos, inclusive os do Brasil. Já na próxima quarta-feira, entram em vigor taxas ainda mais altas para países que exportam mais do que importam dos Estados Unidos, como é o caso da China. A medida pode provocar um desequilíbrio na economia mundial. Um dos setores diretamente afetados é a indústria têxtil. Os Estados Unidos importam cerca de 100 bilhões de dólares em tecidos e roupas por ano. Mais da metade desse volume vem da China e de outros países asiáticos. Com as novas taxas impostas por Trump, é esperada uma queda bilionária nas importações. Isso deve levar países como China, Vietnã e Bangladesh a buscarem novos mercados para seus produtos manufaturados. Um dos destinos possíveis desses produtos é o Brasil, o que acende um alerta para os produtores nacionais. “Tem um copo que é mais vazio do que cheio no curto prazo e nós temos que tomar todas as medidas necessárias para preservar um parque produtivo que emprega mais de um milhão e trezentas mil pessoas”, alerta Fernando Pimentel, diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil. O presidente Lula deve sancionar, na próxima semana, a Lei da Reciprocidade, que prevê retaliações em casos como esse. Mesmo assim, o governo brasileiro ainda busca saídas e segue em negociação com interlocutores da gestão Trump. A intenção é agir com cautela e evitar efeitos colaterais de um possível contragolpe aos americanos. “A gente deve retaliar ou não? Eu acho que, em princípio, não. Se a gente for retaliar, temos que ter muita clareza do que que vai fazer e das consequências disso, não só para eles, mas para a gente. Imagine que eu retalie e diga o seguinte: agora a peça de carro vai pagar 100% de imposto. O preço do carro no Brasil, que já é caro, vai explodir”, explica William Baghdassarian, professor de economia do Ibmec.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/brasil-teme-impacto-do-tarifaco-de-trump-nas-exportacoes-e-no-mercado-interno
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