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Aprovação de Trump chega a 33% e bate recorde negativo

Pesquisa Reuters/Ipsos aponta possíveis reflexos da guerra no Irã como principal preocupação dos norte-americanos

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Camila Stucaluc
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Reuters

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Reuters

A taxa de aprovação do presidente Donald Trump atingiu o nível mais baixo nos Estados Unidos. É o que aponta a pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada na segunda-feira (17), na qual 33% dos norte-americanos afirmam aprovar o desempenho do republicano no segundo mandato, enquanto 64% desaprovaram.

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Trump tem apresentado uma tendência de queda na popularidade desde que assumiu o cargo de presidente, em janeiro de 2025, ano em que recebia aprovação de 47% dos norte-americanos. Desde então, o percentual foi caindo para abaixo dos 40%, sobretudo devido à economia. Agora, o republicano enfrenta o pior nível de aprovação, influenciado pela guerra contra o Irã.

Isso porque o conflito com Teerã, lançado para conter o programa nuclear do país (leia mais abaixo), se expandiu para o Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo mundial. A crise na região vem afetando o preço do petróleo, pressionando a inflação global.

Segundo o levantamento, a principal preocupação é a possibilidade de a guerra se prolongar, aumentando o custo de vida no país. Ao todo, 80% dos entrevistados, incluindo 87% dos democratas e 71% dos republicanos, acham que o envolvimento dos Estados Unidos no Irã irá "se prolongar por um longo período", enquanto 16% acreditam no breve fim do conflito.

O cenário econômico preocupa aliados republicanos, que temem que Trump perca o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro deste ano. Isso porque a pesquisa mostrou, pela primeira vez em uma cerca de uma década, que os eleitores preferem os democratas (38%) aos republicanos (35%) como melhores gestores da economia e custo de vida.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada em âmbito nacional e online, coletou respostas de 1.166 adultos nos Estados Unidos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Guerra no Irã

O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro. O bombardeio, que deixou mais de 500 mortos, ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear.

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vem pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

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