Alunos protestam nos EUA após denúncia de estupro coletivo
Vítima afirma que suspeitos lhe deram álcool, maconha e cetamina antes do crime; caso ocorreu em 2024, em uma fraternidade da Universidade Cornell
SBT News
Estudantes da Universidade Cornell protestam em solidariedade a estudante que denunciou estupro coletivo | Foto: Reuters - 05.10.2026
Estudantes da Universidade Cornell, em Ithaca, no estado de Nova York, Estados Unidos, fizeram um protesto nesta quarta-feira (7) contra a condução de um caso de suposto estupro coletivo ocorrido em 2024. A mobilização incluiu uma ocupação em um refeitório e um chamado para que os alunos deixassem de gastar dinheiro no campus. As informações são da agência Associated Press.
O caso ganhou repercussão após uma ex-aluna entrar com uma ação civil, em setembro, contra a universidade, sete integrantes da fraternidade Chi Phi e outros envolvidos. Identificada nos documentos judiciais pelo pseudônimo Jane Doe,ela afirma que foi drogada e estuprada quando estava incapacitada para consentir.
🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
🔍 Nos Estados Unidos, fraternidades são associações universitárias tradicionalmente masculinas que promovem atividades sociais e costumam manter casas onde parte dos integrantes mora e realiza festas e reuniões.
Segundo a ação, a jovem, então com 20 anos, foi à sede da fraternidade em 19 de outubro de 2024 para encontrar um amigo. Ela relata que integrantes do grupo lhe deram álcool, maconha e cetamina antes do crime. O processo inclui uma captura de tela de uma conversa no Snapchat em que um dos homens teria convidado outros a participar dos atos sexuais.
A estudante procurou a polícia da universidade em novembro daquele ano. A Promotoria do condado de Tompkins decidiu inicialmente não apresentar acusações criminais, mas retomou a investigação em setembro de 2026, após a divulgação da ação judicial e a grande repercussão do caso.
O promotor Matthew Van Houten justificou a decisão inicial afirmando que o depoimento escrito da aluna descrevia o consumo de drogas e os atos sexuais como voluntários e consensuais. O advogado dela, Thomas Giuffra, criticou a apuração e afirmou que a Promotoria não ouviu sua cliente antes de decidir não apresentar acusações.
Em 1º de outubro, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, designou a procuradora-geral do estado, Letitia James, para assumir a investigação. Hochul afirmou que as informações divulgadas levantavam dúvidas sobre a atuação da polícia universitária e a decisão da Promotoria de não levar o caso adiante.
Cornell defende sua resposta à denúncia e afirma que realizou uma investigação interna, aplicou sanções, incluindo expulsões e suspensões, e fechou a unidade da Chi Phi no campus. A universidade também contratou a ex-vice-procuradora-geral dos Estados Unidos Sally Yates para revisar seus procedimentos de resposta a denúncias de violência sexual.
Na ação, a ex-aluna questiona as punições aplicadas por Cornell após a investigação interna sobre a denúncia de estupro coletivo. Embora a universidade tenha adotado medidas como expulsões e suspensões, ela afirma que as sanções foram insuficientes e que alguns envolvidos receberam a possibilidade de reduzir suas penalidades mediante a elaboração de redações.
Os acusados, por sua vez, negaram aos investigadores da universidade ter cometido violência sexual e afirmaram que os atos sexuais foram consensuais. Advogados de três dos acusados também divulgaram manifestações negando as acusações contra seus clientes. A investigação criminal segue sob responsabilidade da procuradora-geral de Nova York.
Alunos protestam nos EUA após denúncia de estupro coletivoVítima afirma que suspeitos lhe deram álcool, maconha e cetamina antes do crime; caso ocorreu em 2024, em uma fraternidade da Universidade CornellMundo2026-10-07T22:59:53.870ZEstudantes da Universidade Cornell, em Ithaca, no estado de Nova York, Estados Unidos, fizeram um protesto nesta quarta-feira (7) contra a condução de um caso de suposto estupro coletivo ocorrido em 2024. A mobilização incluiu uma ocupação em um refeitório e um chamado para que os alunos deixassem de gastar dinheiro no campus. As informações são da agência Associated Press. O caso ganhou repercussão após uma ex-aluna entrar com uma ação civil, em setembro, contra a universidade, sete integrantes da fraternidade Chi Phi e outros envolvidos. Identificada nos documentos judiciais pelo pseudônimo Jane Doe, ela afirma que foi drogada e estuprada quando estava incapacitada para consentir. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique 🔍 Nos Estados Unidos, fraternidades são associações universitárias tradicionalmente masculinas que promovem atividades sociais e costumam manter casas onde parte dos integrantes mora e realiza festas e reuniões. Segundo a ação, a jovem, então com 20 anos, foi à sede da fraternidade em 19 de outubro de 2024 para encontrar um amigo. Ela relata que integrantes do grupo lhe deram álcool, maconha e cetamina antes do crime. O processo inclui uma captura de tela de uma conversa no Snapchat em que um dos homens teria convidado outros a participar dos atos sexuais. A estudante procurou a polícia da universidade em novembro daquele ano. A Promotoria do condado de Tompkins decidiu inicialmente não apresentar acusações criminais, mas retomou a investigação em setembro de 2026, após a divulgação da ação judicial e a grande repercussão do caso. O promotor Matthew Van Houten justificou a decisão inicial afirmando que o depoimento escrito da aluna descrevia o consumo de drogas e os atos sexuais como voluntários e consensuais. O advogado dela, Thomas Giuffra, criticou a apuração e afirmou que a Promotoria não ouviu sua cliente antes de decidir não apresentar acusações. Em 1º de outubro, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, designou a procuradora-geral do estado, Letitia James, para assumir a investigação. Hochul afirmou que as informações divulgadas levantavam dúvidas sobre a atuação da polícia universitária e a decisão da Promotoria de não levar o caso adiante. Cornell defende sua resposta à denúncia e afirma que realizou uma investigação interna, aplicou sanções, incluindo expulsões e suspensões, e fechou a unidade da Chi Phi no campus. A universidade também contratou a ex-vice-procuradora-geral dos Estados Unidos Sally Yates para revisar seus procedimentos de resposta a denúncias de violência sexual. Na ação, a ex-aluna questiona as punições aplicadas por Cornell após a investigação interna sobre a denúncia de estupro coletivo. Embora a universidade tenha adotado medidas como expulsões e suspensões, ela afirma que as sanções foram insuficientes e que alguns envolvidos receberam a possibilidade de reduzir suas penalidades mediante a elaboração de redações. Os acusados, por sua vez, negaram aos investigadores da universidade ter cometido violência sexual e afirmaram que os atos sexuais foram consensuais. Advogados de três dos acusados também divulgaram manifestações negando as acusações contra seus clientes. A investigação criminal segue sob responsabilidade da procuradora-geral de Nova York. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/alunos-protestam-nos-eua-apos-denuncia-de-estupro-coletivo
Anúncio foi feito por Marcos Pereira em Brasília, com a presença de Tarcísio de Freitas. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%