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Alibaba processa EUA após ser relacionada a exército chinês

Gigante de tecnologia foi incluída em uma lista de empresas chinesas que o Departamento de Defesa norte-americano vinculou às forças armadas da China

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Reuters
23/06/2026, 21:38 • Atualizado em 23/06/2026, 21:38
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Escritório provisório do Alibaba Group em Xiong'an, na China | Foto: Wikimedia Commons - 03.05.2018

Escritório provisório do Alibaba Group em Xiong'an, na China | Foto: Wikimedia Commons - 03.05.2018

O Alibaba, gigante chinesa de tecnologia e comércio eletrônico, abriu um processo contra o governo dos Estados Unidos nesta terça-feira (23) por ter sido incluída em uma lista de empresas chinesas que o Departamento de Defesa norte-americano vinculou às forças armadas daquele país.

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A queixa foi apresentada no tribunal federal de San Jose, na Califórnia, depois que o Pentágono ampliou sua lista de restrição de supostas "empresas militares chinesas" em 8 de junho para 188 entidades, refletindo a preocupação de que as forças armadas da China pudessem explorar o setor privado do país para obter avanços.

O Alibaba foi acusado de ser um "contribuinte de fusão militar-civil para a base industrial de defesa chinesa" por meio de uma afiliação com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China. O Pentágono também disse que o Alibaba é indiretamente afiliado à agência reguladora de ativos estatais da China, conhecida como Sasac.

"As determinações não têm fundamento em fatos ou na lei", afirmou o Alibaba. "O Alibaba é governado por um conselho independente, nenhum dos quais possui qualquer vínculo militar", continuou a empresa. "Seus produtos e serviços são voltados para o varejo, logística e tecnologia da informação empresarial — não para armas, defesa ou inteligência."

O processo busca a remoção do Alibaba da lista. Um porta-voz do Pentágono se recusou a comentar, alegando que a agência não discute litígios em andamento.

Outras empresas incluídas na lista

De acordo com uma lei recente dos EUA, o Pentágono não pode contratar empresas na lista de restrição a partir deste mês e não pode comprar seus produtos e serviços por meio de terceiros a partir de 2027. A inclusão na lista não significa sanções formais.

Entre as outras companhias que entraram para a lista este mês estão a empresa de buscas na internet Baidu, as montadoras BYD e NIO e a empresa de biotecnologia WuXi AppTec.

A WuXi entrou com uma ação judicial semelhante à do Alibaba em 11 de junho.

O Alibaba classificou sua designação como arbitrária e caprichosa, e afirmou que ela já causou danos irreparáveis. "Para muitas empresas norte-americanas, o Alibaba é a principal porta de entrada para o mercado chinês", declarou.

"Rotular o Alibaba como uma 'empresa militar chinesa' é rotulá-la como um instrumento das forças armadas chinesas e uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Essa designação... prejudica diretamente a reputação da Alibaba e lança uma sombra sobre todos os relacionamentos que a empresa mantém com os EUA."

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