A cúpula de parte das Américas
Donald Trump recebeu em Doral, neste sábado, líderes latinos de direita; o Brasil, segundo disse Trump há alguns dias, é esperado na Casa Branca


Patrícia Vasconcellos
Doral, Flórida — Há exatamente uma semana Donald Trump autorizava, da Flórida, os bombardeios que atingiram o Irã. Na manhã deste sábado, o presidente norte americano garantiu que o país do Oriente Médio se rendeu e prometeu não "atacar os vizinhos".
Na noite anterior, no caminho da Casa Branca para Doral, Trump não conversou com os jornalistas que o acompanham. O Republicano passou a noite no hotel de sua propriedade onde o evento latino aconteceu neste sábado. A expectativa era ouvir dele, logo cedo, os próximos passos em relação ao Irã e o entorno no Oriente Médio. As atualizações vieram primeiro pela Truth Social quando Trump afirmou que o Irã "se rendeu" e prometeu não atacar mais os vizinhos.
Pouco tempo depois, no seu hotel em Doral, falou novamente que dá nota quinze numa escala de zero a dez para o desempenho do seu exército no Oriente Médio. Em seguida, anunciou o objetivo do encontro ali com os líderes da direita: a criação de uma coalizão contra o tráfico de drogas.

Trump chamou os cartéis de "um câncer na sociedade" e afirmou que é só os países falarem onde os criminosos estão que irão até eles.
Estiveram presentes, em Doral, líderes alinhados politicamente com a atual Casa Branca, como Argentina, El Salvador, Costa Rica e Paraguai. Pelo Chile, Gabriel Boric não estava presente. Quem veio foi José Kast, que assume a presidência no Palácio de la Moneda em quatro dias. Em espanhol, o chefe da diplomacia americana chamou os presentes de amigos e indicou: "Queremos que o mundo saiba que quando você é amigo dos Estados Unidos, isso virá num caminho de mão dupla".
Trump, minutos antes, elogiou o fato de Rubio falar espanhol. O presidente americano disse que não vai aprender outro idioma porque tem intérpretes e disse que Rubio "é o melhor chefe de Estado" que os Estados Unidos já tiveram.
Sobre a ausência do convite ao México, à Colômbia e ao Brasil, Trump evitou ao que parece um confronto. Questionado pelo SBT há uma semana sobre o evento e se ele teria uma data para receber o presidente brasileiro, Donald Trump disse que se dá muito bem com Lula e que adoraria recebê-lo (na Casa Branca).
EUA e Brasil no combate ao tráfico
Segundo a porta-voz do Departamento de Estado em português, Amanda Roberson, Estados Unidos e Brasil têm parcerias bilaterais já em andamento no combate às organizações criminosas.
"No Brasil, a nossa DEA, que é a autoridade americana para o combate ao tráfico de drogas, está colaborando muito com a Polícia Federal do Brasil. Só no ano passado, confiscaram mais de 70 toneladas de cocaína do Brasil. As nossas autoridades também estão trabalhando para combater os grandes grupos criminosos dentro do Brasil. No ano passado, juntos os oficiais brasileiros e americanos confiscaram mais de 40 milhões de bens destes grupos criminosos", disse Roberson.








