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60 anos de espera: por que a Inglaterra não repete 1966?

Derrota para a Argentina amplia o jejum da seleção inglesa, reacende a pressão sobre jogadores e técnicos e renova o debate sobre o peso do título de 1966

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Julia Delaosa
18/07/2026, 20:35 • Atualizado em 18/07/2026, 20:35
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60 anos de espera: por que a Inglaterra não repete 1966?

A derrota por 2 a 1 para a Argentina na semifinal da Copa do Mundo ampliou para 60 anos o jejum da Inglaterra sem conquistar um título mundial. Depois de sair na frente com gol de Anthony Gordon, a seleção inglesa sofreu o empate de Enzo Fernández e levou a virada nos acréscimos, com Lautaro Martínez, ficando fora da decisão da Copa.

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Após a partida, o capitão Harry Kane afirmou que o elenco estava "arrasado" com o resultado. Segundo o atacante, a Inglaterra não conseguiu sustentar a vantagem depois de abrir o placar e acabou cedendo à pressão da Argentina nos minutos finais.

A eliminação reacendeu um debate que acompanha a seleção inglesa há décadas: por que um país que revela grandes jogadores e possui uma das ligas mais fortes do mundo ainda não conseguiu repetir o feito conquistado em 1966?

O título que nunca foi repetido

A Inglaterra conquistou sua única Copa do Mundo em 1966, quando sediou o torneio.

Diante da rainha Elizabeth II, do primeiro-ministro Harold Wilson e de quase 97 mil torcedores em Wembley, a Inglaterra conquistou em 30 de julho de 1966 venceu a Alemanha Ocidental por 4 a 2 e entrou para a história por um dos lances mais polêmicos já vistos em uma final de Copa do Mundo.

A edição também foi marcada por questões políticas. A África do Sul foi suspensa pela Fifa em razão do apartheid, enquanto seleções africanas boicotaram a competição em protesto contra a ausência de uma vaga direta para o continente. Portugal, por sua vez, disputou uma Copa do Mundo pela primeira vez.

Dentro de campo, a Inglaterra fez uma campanha consistente. Depois de avançar na fase de grupos, eliminou a Argentina nas quartas de final e Portugal, liderado por Eusébio, na semifinal para garantir vaga na decisão contra a Alemanha Ocidental.

A final, disputada em Wembley, entrou para a história. Após empate por 2 a 2 no tempo normal, os ingleses venceram por 4 a 2 na prorrogação. O jogo ficou marcado pelo gol polêmico de Geoff Hurst, validado após consulta ao bandeirinha soviético Tofik Bakhramov, apesar das dúvidas sobre a bola ter ultrapassado completamente a linha.

Hurst ainda marcou o quarto gol inglês e continua sendo o único jogador a fazer um hat-trick em uma final de Copa do Mundo.

Seis décadas de expectativa

Desde então, a Inglaterra voltou a revelar diferentes gerações de jogadores capazes de disputar os principais torneios internacionais. Mesmo com equipes consideradas fortes e competitivas, a seleção nunca mais conseguiu conquistar uma Copa do Mundo.

Nos últimos anos, os ingleses voltaram a frequentar as fases decisivas das grandes competições. Sob o comando de Gareth Southgate, chegaram à semifinal da Copa do Mundo de 2018 e terminaram como vice-campeões das Eurocopas de 2021 e 2024. Em 2026, já com Thomas Tuchel no comando, voltaram a alcançar uma semifinal de Mundial, mas novamente ficaram fora da decisão.

A atual geração, liderada por nomes como Harry Kane, Jude Bellingham e Bukayo Saka, também alimentava a expectativa de encerrar o jejum, mas acabou eliminada mais uma vez antes da final.

A espera continua

Antes da semifinal, Thomas Tuchel afirmou que a equipe estava concentrada apenas no confronto contra a Argentina e que não entraria em campo pensando no longo jejum sem títulos.

Com a eliminação, porém, a imprensa britânica voltou a questionar o desempenho da equipe e as decisões tomadas durante a partida. A derrota reacendeu as comparações com a geração campeã de 1966 e aumentou a cobrança sobre jogadores e comissão técnica.

Agora, a Inglaterra disputará o terceiro lugar da Copa do Mundo e iniciará mais um ciclo em busca do segundo título mundial de sua história. A próxima oportunidade será na Copa de 2030, quando tentará encerrar o longo jejum.

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