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Na Espanha, Lula volta a falar em pacificação na guerra entre Ucrânia e Rússia

Presidente participou de encontro com empresários, país é o 2º maior investidor estrangeiro no Brasil

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Cristiane Noberto
25/04/2023, 19:07 • Atualizado em 31/10/2023, 18:08
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Na Casa de América, Lula é recebido por empresários do país

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar sobre pacificação na guerra entre Ucrânia e Rússia. Em participação no encerramento de um encontro de empresários no Fórum Brasil-Espanha, nesta 3ª feira (25.abr), o chefe do Executivo disse que tem conversado com presidentes dos países europeus e também da China e dos Estados Unidos para encontrar uma solução em conjunto para a solução da guerra entre os países.

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Ao comentar sobre a onda de ódio distribuída nas redes sociais que se alastrou ao redor do mundo, Lula disse que culminou na "guerra insana" entre os dois países.

"Resultando inclusive uma guerra insana como a da Rússia, da Ucrânia, uma guerra que eu conheço perfeitamente bem como é que meus amigos europeus veem a guerra. Uma guerra que jamais poderia ter acontecido porque jamais se poderia aceitar que um país invada a integridade territorial de outro país. Mas, uma guerra que também não tem ninguém falando em paz, e as vezes eu fico me perguntando: até quando vai durar?", disse o presidente.

As declarações de Lula buscam reparar o que o presidente disse durante viagem à China no começo do mês, mas mantém a posição brasileira em buscar o protagonismo na elaboração do pedido de paz. Ele ainda reforçou a defesa da integridade territorial da Ucrânia, mas disse que os dois países não estão pensando em paz neste momento.

"Os dois lados, o que invadiu está reticente e o invadido também tem sua razão de estar reticente. Eu fico me perguntando quem é que vai tentar resolver essa situação?", disse.

Lula também lembrou que abriu diálogo com o chanceler alemão Olaf Scholz, com o presidente francês Emmanuel Macron, com o norte-americano Joe Biden e com o chinês Xi Jinping para encontrar uma solução para a guerra.

"Na tentativa de construir um movimento que traga a paz de volta aqui na nossa querida europa para que a gente não fique sonhando toda noite com a possibilidade de uma terceira guerra mundial ou até o uso de bomba nuclear", continuou.

Acordo "equilibrado" com Mercosul

O presidente brasileiro ainda destacou estar confiante em terminar o acordo para o tratado de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Ele disse que aposta em um "acordo equilibrado" e que possa acelerar o processo de reindustrialização do país. 

"O Brasil e os sócios do Mercosul estão engajados no diálogo para concluir as negociações com a União Europeia e esperamos ter boas notícias este ano. É um acordo muito importante para todos e queremos que seja equilibrado e que contribua para a reindustrialização do Brasil", disse Lula

A partir de junho, os espanhóis assumem a presidencia do bloco. Assim, Lula fez o aceno: "Eu acho que a Espanha na presidência da União Europeia poderá ajudar muito na conclusão desse acordo que eu acho que poderia ter sido feito nos meus anos de mandato. Eu espero que a gente consiga fazer agora". 

A Espanha é o segundo maior investidor no Brasil, com uma parceria em torno de US$ 10 bilhões de dólares.

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