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Irã descarta espancamento e afirma que Mahsa Amini morreu de doença

Jovem, de 22 anos, morreu sob custódia da polícia moral do país por uso inadequado do véu

Irã descarta espancamento e afirma que Mahsa Amini morreu de doença
Cartaz com o rosto de Mahsa Amini, morta sob custódia da polícia moral do país
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Estopim para uma série de manifestações em todo o Irã, a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, foi relacionada a uma doença cerebral em um relatório médico divulgado pela República Islâmica nesta 6ªfeira (7.out).

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A jovem, segundo o boletim da Organização Forense Iraniana, morreu de hipóxia cerebral -- quando o suprimento de oxigênio para o cérebro diminui -- causando a falência múltipla de órgãos, mas "sua morte não foi causada por trauma contundente na cabeça, órgãos e partes vitais do corpo".  Detida pela polícia moral do país por usar o hijab - véu obrigatório - incorretamente, deixando partes do cabelo à mostra, Amini morreu em 16 de setembro, três dias depois de entrar em coma em uma delegacia de Teerã. 

A família de Mahsa refutou o relatório. Eles, assim como uma parcela da população iraniana, acredita que ela foi torturada e pedem explicações das autoridades em protestos que já duram quatro semanas no país.  

A maioria deles liderados por mulheres jovens que pedem pelo fim do uso obrigatório do hijab, bem como a discriminação e violência contra as mulheres. O governo tem reprimido a dissidência com violência. Grupos de direitos humanos estimam que dezenas de manifestantes foram mortos nas últimas três semanas. Na 5ªfeira (6.out), o grupo Anistia Internacional, com sede em Londres, publicou suas descobertas sobre o que parece ser o incidente mais mortal até agora -- na cidade de Zahedan em 30 de setembro.

O relatório afirma que as forças de segurança iranianas mataram pelo menos 66 pessoas, incluindo crianças, e feriram centenas, depois de disparar tiros contra manifestantes e transeuntes em uma violenta repressão naquele dia.

Em represália à repressão violenta aos protestos, os Estados Unidos impuseram sanções a cinco funcionários das forças de segurança do Irã, assim como à ministra das Comunicações e o ministro do Interior do país, na 5ª feira. O Canadá também aplicou sanções ao Irã e a União Europeia já informou que está considerando impor medidas similares. 

Na 4ª feira (5.out),  uma parlamentar suéca cortou os cabelos durante discurso na assembleia da União Europeia em solidariedade às mulheres iranianas. Ela foi seguida por atrizes francesas, que fizeram o mesmo em um vídeo compartilhado nas redes sociais. 

A ação de cortar os cabelos virou um símbolo das manifestações, com centenas de milhares de mulheres iranianas desafiando a República Islâmica ao tirar o hijab em público.

* Com informações da Associated Press

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