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Visando negociação de dívida, Argentina aprova acordo com FMI

País concentra uma das maiores inflações da América Latina: em 12 meses, o índice chegou a 52,3%

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SBT News
18/03/2022, 19:58 • Atualizado em 31/10/2023, 01:37
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández

O presidente da Argentina, Alberto Fernández

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Buscando reorganizar a dívida do país, o Senado da Argentina aprovou, na 5ª feira (17.mar), um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O valor atual é superior a US$ 45 bilhões.

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Com 56 votos a favor, 13 contra e 3 abstenções, a sessão ultrapassou o tempo total de 10 horas. Para entrar em vigor, a renegociação, a 13ª firmada pelos argentinos e a instituição desde a redemocratização do país em 1983, deverá aprovada pela diretoria do FMI em Washington, nos Estados Unidos. Em 2018, durante o governo de Maurício Macri, a Argentina se comprometeu a pagar US$ 19 bilhões em 2022, US$ 20 bilhões em 2023 e mais US$ 4 bilhões em 2024. O país, no entanto, não realizou os pagamentos.

Embora tenha votado a favor do projeto, o Juntos pela Mudança, opositor ao governo do atual presidente Alberto Fernández, afirmou que as medidas não são suficientes. "Este programa não é suficiente, eles têm que mudar de rumo. Teremos problemas de inflação alta, desabastecimento e possivelmente corridas bancárias", declarou o senador Alfredo Cornejo.

Já Fernández agradeceu os parlamentares que se manifestaram favoráveis ao acordo. "Vamos ter um horizonte mais claro. Saberemos que há um problema que não foi resolvido, mas que começa a ser resolvido, que é essa dívida maldita que herdamos", se referindo à gestão de Macri.

A Argentina concentra uma das maiores inflações da América Latina. Em 12 meses, o índice atingiu o patamar de 52,3%.

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