Justiça

Operação da PF investiga uso ilegal e venda de dados de ministros do STF

Polícia Federal identificou existência de uma base de informações não oficial abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas governamentais e privados

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Fachada do Supremo Tribunal Federal | Divulgação/Gustavo Moreno/SCO/STF
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (5) a operação Dataleaks, que mira um esquema criminoso de obtenção, uso, adulteração, venda e disseminação ilegal de "dados pessoais e sensíveis" de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Agentes federais saíram às ruas nesta quinta para cumprimento de cinco mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão contra alvos em três estados (Alagoas, São Paulo e Tocantins). As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Investigações da PF começaram após a identificação de uma base de dados não oficial que era "abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas e a bases governamentais, contendo informações pessoais" de magistrados da Corte. Bases privadas também foram utilizadas, segundo a corporação.

Os suspeitos poderão responder por crimes como organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro.

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