Justiça condena quadrilha que trocou malas de brasileiras com cocaína em aeroporto
Seis líderes de uma organização fizeram Jeanne Paollini e Kátyna Baía serem presas injustamente na Alemanha
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Derick Toda
17/08/2024, 13:05 • Atualizado em 17/08/2024, 13:07
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Momento de troca de mala das duas brasileiras, em 2023 | Reprodução/SBT
A Justiça Federal condenou seis líderes de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas responsáveis pelo caso de duas brasileiras presas injustamente na Alemanha após trocas de malas no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no ano de 2023.
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A sentença foi acatada após pedido do Ministério Público Federal (MPF), que divulgou as informações na noite de sexta-feira (16).
Os dois principais chefes do esquema receberam as penas mais altas: 39 anos e 8 meses e 26 anos e 3 meses de prisão. Eles compravam os entorpecentes que eram enviados à Europa, aliciavam outros criminosos, realizam os pagamentos e cediam celulares para comunicação no interior do aeroporto.
Os demais condenados, que também exerciam funções importantes no golpe, mas ainda abaixo dos dois primeiros, receberam penas de 7 anos a 16 anos de detenção.
No esquema, eles atuavam na logística do envio das drogas ao exterior, coordenando e supervisionando desde a chegada dos entorpecentes ao aeroporto até a acomodação das malas com os ilícitos nas aeronaves.
Além disso, alguns ainda trabalhavam em prestadoras de serviços no terminal e eram encarregados de aliciar colegas para tarefas, como a recepção da mala com cocaína em áreas restritas e a troca de etiquetas.
Momento de troca de mala das duas brasileiras, em 2023 | Reprodução/SBT
“O tráfico por ele[s] promovido previa, como método, a aposição de etiquetas de passageiros inocentes em malas contendo elevada quantidade de cocaína, demonstrando personalidade desprovida de constrangimento ou hesitação em relação à possibilidade de prisão de outros cidadãos no estrangeiro”, ressaltou a decisão da 6ª Vara Federal de Guarulhos, em referência ao caso registrado na Alemanha.
A decisão determinou ainda a manutenção da prisão preventiva de todos os réus. Eles foram detidos após a deflagração da Operação Colateral, em julho do ano passado. Segundo a investigação policial, os dois chefes somam extensa trajetória criminal, além dos vínculos com facções.
Troca de malas
Jeanne Paollini e Kátyna Baía foram surpreendidas com 40 quilos de cocaína nas próprias bagagens e ficaram detidas por 38 dias, em Frankfurt.
O grupo utilizou o mesmo método de troca de malas em, pelo menos, outras duas vezes. Os criminosos enviaram cocaína para Lisboa, em Portugal, no ano de 2022, e Paris, França, também no ano de 2023, em malas com etiquetas trocadas, somando 86 quilos de cocaína.
Justiça condena quadrilha que trocou malas de brasileiras com cocaína em aeroportoSeis líderes de uma organização fizeram Jeanne Paollini e Kátyna Baía serem presas injustamente na Alemanha Justiça2024-08-17T13:05:43.166ZA Justiça Federal condenou seis líderes de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas responsáveis pelo caso de duas brasileiras presas injustamente na Alemanha após trocas de malas no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no ano de 2023. A sentença foi acatada após pedido do Ministério Público Federal (MPF), que divulgou as informações na noite de sexta-feira (16). Os dois principais chefes do esquema receberam as penas mais altas: 39 anos e 8 meses e 26 anos e 3 meses de prisão. Eles compravam os entorpecentes que eram enviados à Europa, aliciavam outros criminosos, realizam os pagamentos e cediam celulares para comunicação no interior do aeroporto. Os demais condenados, que também exerciam funções importantes no golpe, mas ainda abaixo dos dois primeiros, receberam penas de 7 anos a 16 anos de detenção. No esquema, eles atuavam na logística do envio das drogas ao exterior, coordenando e supervisionando desde a chegada dos entorpecentes ao aeroporto até a acomodação das malas com os ilícitos nas aeronaves. Além disso, alguns ainda trabalhavam em prestadoras de serviços no terminal e eram encarregados de aliciar colegas para tarefas, como a recepção da mala com cocaína em áreas restritas e a troca de etiquetas. “O tráfico por ele[s] promovido previa, como método, a aposição de etiquetas de passageiros inocentes em malas contendo elevada quantidade de cocaína, demonstrando personalidade desprovida de constrangimento ou hesitação em relação à possibilidade de prisão de outros cidadãos no estrangeiro”, ressaltou a decisão da 6ª Vara Federal de Guarulhos, em referência ao caso registrado na Alemanha. A decisão determinou ainda a manutenção da prisão preventiva de todos os réus. Eles foram detidos após a deflagração da Operação Colateral, em julho do ano passado. Segundo a investigação policial, os dois chefes somam extensa trajetória criminal, além dos vínculos com facções. Troca de malas Jeanne Paollini e Kátyna Baía foram surpreendidas com 40 quilos de cocaína nas próprias bagagens e ficaram detidas por 38 dias, em Frankfurt. O grupo utilizou o mesmo método de troca de malas em, pelo menos, outras duas vezes. Os criminosos enviaram cocaína para Lisboa, em Portugal, no ano de 2022, e Paris, França, também no ano de 2023, em malas com etiquetas trocadas, somando 86 quilos de cocaína. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/justica-condena-quadrilha-que-trocou-malas-de-brasileiras-com-cocaina-em-aeroporto
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