Gilmar vota por prisão domiciliar a pai de Vorcaro
Julgamento na Segunda Turma do STF analisa decisões de André Mendonça que mantiveram presos Henrique e Felipe Vorcaro




O ministro Gilmar Mendes durante julgamento na Segunda Turma do STF | Reprodução/YouTube @STF_oficial
O ministro Gilmar Mendes votou nesta terça-feira (16) para substituir a prisão preventiva de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por prisão domiciliar.
Para Felipe Cançado Vorcaro, primo de Vorcaro, o ministro defendeu a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, entre elas a proibição de contato com outros investigados, a obrigação de informar eventual mudança de endereço e o comparecimento periódico à Justiça.
O julgamento ocorre na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que irá referendar ou não as decisões do relator, ministro André Mendonça. Isso porque Mendonça converteu em preventivas as prisões temporárias de Henrique e Felipe.
A análise foi retomada após Gilmar devolver o processo para julgamento. Em maio, o ministro havia pedido vista, interrompendo a deliberação do colegiado. Antes da suspensão, o placar estava em 2 votos a 0 pela manutenção das prisões, com os votos de Mendonça e Luiz Fux. Agora, o placar está em 3 a 1 pela manutenção.
Após a manifestação do decano, resta apenas o voto do ministro Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participa da análise do caso.
Família Vorcaro
Henrique Moura Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro foram presos pela Polícia Federal (PF) no início de maio, em desdobramentos da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
Segundo a PF, Henrique integraria o núcleo criminoso denominado “A Turma” e atuaria como demandante, beneficiário e operador financeiro do esquema investigado. De acordo com os investigadores, ele seria um dos responsáveis pelo envio mensal de R$ 400 mil ao grupo, repasses que teriam continuado mesmo após a segunda fase da operação.
Em relação a Felipe, Mendonça apontou que ele seria o principal beneficiário de fluxos financeiros ligados a Daniel Vorcaro. Conforme a investigação, Felipe também seria responsável por repasses mensais de R$ 300 mil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). As defesas negam irregularidades e contestam os fundamentos das prisões.















